O JPMorgan está otimista com o setor de shoppings no Brasil e manteve sua recomendação de compra para as empresas Multiplan, Iguatemi e Allos. O banco acredita que a taxa de juros Selic deve começar a cair em dezembro, o que ajudará o setor. A Multiplan é vista como a melhor opção devido à qualidade de seus shoppings e sua capacidade de gerar receita mesmo em tempos difíceis. O preço-alvo para suas ações foi ajustado de R$ 31 para R$ 32 até dezembro de 2025. Para a Iguatemi, o preço-alvo é de R$ 26, com destaque para seu potencial de crescimento e a resiliência de seus ativos. A Allos, que tem um valuation mais baixo, também recebeu recomendação de compra, com preço-alvo de R$ 26, e é valorizada por seus dividendos e programas de recompra de ações. O setor de shoppings tem se saído bem, com um desempenho superior ao do mercado em geral, e o JPMorgan acredita que a próxima reunião do Copom pode ser um ponto de virada para a redução das taxas de juros.
O JPMorgan reafirmou sua recomendação overweight para os shoppings brasileiros, destacando Multiplan, Iguatemi e Allos como as principais apostas. O banco projeta um ciclo de corte de juros no Brasil, com a Selic atingindo 15% em junho e um primeiro corte de 0,25 ponto percentual previsto para dezembro.
Analistas do JPMorgan apontam que a Multiplan se destaca pela qualidade de seu portfólio, com vendas por metro quadrado superiores à média. A empresa possui shoppings bem localizados e ativos premium, o que justifica seu valuation elevado. O banco elevou o preço-alvo da Multiplan de R$ 31 para R$ 32,00 até dezembro de 2025.
Para a Iguatemi, o preço-alvo foi fixado em R$ 26, com base em um valuation atrativo e potencial de crescimento por meio de fusões e aquisições. A parceria com o fundo BB Asset FII já possibilitou a aquisição de uma participação no shopping Rio Sul. A empresa também se beneficia de sua exposição ao público de alta renda.
A Allos também recebeu a recomendação overweight, com preço-alvo de R$ 26. O banco destaca seu valuation mais acessível em comparação aos concorrentes e um rendimento estimado de 10% para 2025. A fusão com a BR Malls e os programas de fidelidade são vistos como fatores que podem impulsionar a valorização da empresa.
O setor de shoppings brasileiros apresenta um desempenho acumulado entre 22% e 28% no ano, superando a alta de 16% do Ibovespa. O JPMorgan observa que a próxima reunião do Copom, marcada para 18 de junho, pode ser um ponto de virada para o setor, com a expectativa de compressão do spread em relação às taxas reais de longo prazo.
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