O Departamento de Justiça dos Estados Unidos acusou membros de uma quadrilha armênia de roubar mais de US$ 83 milhões em mercadorias da Amazon. Eles se passavam por motoristas de caminhão legítimos e desviavam cargas que deveriam ir para os armazéns da empresa. Desde 2021, pelo menos quatro pessoas ligadas a esse grupo atuaram na Califórnia, roubando produtos como TVs, eletrodomésticos e utensílios de cozinha. A Amazon tem enfrentado problemas constantes com esse tipo de crime, conhecido como “roubo de carga”, que causa perdas significativas para vários varejistas, estimadas em quase US$ 1 bilhão por ano. Os acusados operavam quatro transportadoras que conseguiam rotas de frete através de um aplicativo da Amazon. Em vez de seguir o caminho correto, eles desviavam as cargas, vendendo ou distribuindo os produtos. A investigação revelou que os criminosos tinham fotos e vídeos de armazéns cheios de mercadorias roubadas. A Amazon colaborou com as autoridades, fornecendo informações sobre os produtos furtados e os vendedores envolvidos. Além do roubo, os acusados estão ligados a outros crimes graves, como tentativa de homicídio e posse ilegal de armas. Alguns dos 13 réus devem comparecer ao tribunal em Los Angeles, enquanto um deles já foi detido na Flórida.
O Departamento de Justiça dos Estados Unidos acusou membros de uma quadrilha armênia de roubar mais de US$ 83 milhões em mercadorias da Amazon. O esquema envolveu o uso de transportadoras fraudulentas para desviar cargas destinadas aos armazéns da empresa. As ações ocorreram na Califórnia desde 2021.
Os acusados, pelo menos quatro indivíduos ligados à quadrilha, se apresentavam como motoristas legítimos. Produtos variados, como televisores inteligentes e eletrodomésticos, eram desviados durante o transporte. O Departamento de Justiça destacou que a Amazon enfrenta roubos recorrentes de carga, conhecidos como “cargo theft”, com perdas anuais estimadas em quase US$ 1 bilhão.
Esquema de Roubo
Os fraudadores operavam quatro transportadoras: AK Transportation, NBA Holdings, Belman Transport e Markos Transportation. Eles obtinham rotas de frete através do Amazon Relay, um aplicativo que conecta caminhoneiros a cargas. Em vez de seguir os trajetos designados, desviavam as mercadorias, revendendo ou distribuindo os itens entre associados.
A investigação revelou que os acusados completavam entregas com atraso, chegando a armazéns da Amazon dias após o prazo. Durante a operação, o Departamento de Justiça apreendeu iPhones dos suspeitos, que continham fotos de armazéns repletos de produtos como cafeteiras e grills.
Colaboração e Consequências
A Amazon colaborou com as autoridades, fornecendo informações sobre as mercadorias roubadas e os perfis dos fraudadores em sua plataforma. Além das acusações de roubo, os membros da quadrilha enfrentam outras acusações graves, incluindo tentativa de homicídio e posse ilegal de armas.
Treze indivíduos estão envolvidos no caso, com alguns já comparecendo a tribunais na Califórnia e na Flórida. A situação destaca a crescente preocupação com a segurança nas operações de entrega e a necessidade de medidas mais rigorosas contra fraudes no setor de varejo.
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