O governo de Minas Gerais tem uma dívida de R$ 168 bilhões com a União e está discutindo a federalização da Cemig, sua empresa de energia. O vice-governador Mateus Simões acredita que a Cemig deve ser avaliada acima do preço de mercado, mencionando que a União poderia precisar pagar até R$ 29 bilhões para indenizar acionistas minoritários. Se a União assumir a Cemig, pode ter que gastar mais R$ 16,25 bilhões devido a um mecanismo que exige ofertas para esses acionistas. Minas possui 50,97% das ações da Cemig, que estão avaliadas em R$ 7,2 bilhões. O governador Romeu Zema e o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, têm opiniões diferentes sobre o valor da empresa. Simões argumenta que a recente queda de 20% nas ações não deve afetar a avaliação da Cemig. O governo de Minas está participando de um programa que pode reduzir juros da dívida em troca da federalização de ativos. Zema defende a privatização da Cemig, afirmando que o valor pago pela União para indenizar minoritários será descontado do total de ativos. Simões apresentou cálculos que mostram que, após a federalização, Minas ficaria devendo R$ 22 bilhões à União. A situação é complicada e envolve muitos interesses, com possíveis gastos altos para o governo federal.
O governo de Minas Gerais enfrenta uma dívida de R$ 168 bilhões com a União e discute a federalização da Cemig, sua estatal de energia. O vice-governador Mateus Simões defende que a avaliação da empresa deve ser superior ao preço de mercado, citando um possível desembolso de até R$ 29 bilhões pela União para indenizar acionistas minoritários.
Caso a União opte por assumir o controle da Cemig, poderá ter que desembolsar R$ 16,25 bilhões adicionais. Um mecanismo conhecido como tag along obrigaria o governo a fazer ofertas para os acionistas minoritários, pagando 80% do valor das ações ordinárias. Atualmente, Minas possui 50,97% das ações ordinárias da Cemig, avaliadas em R$ 7,2 bilhões no mercado.
O governador Romeu Zema e o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, divergem sobre a avaliação da empresa. Simões argumenta que a queda de 20% nas ações após o anúncio da federalização não deve penalizar Minas. Ele sugere que o valor da Cemig deve ser considerado em seu ponto máximo, e não pelo preço atual na Bolsa.
Proposta de Reestruturação
O debate ocorre em meio à adesão de Minas ao Propag, que prevê redução de juros na dívida estadual em troca da federalização de ativos. O governo Zema, que defende a privatização da Cemig, argumenta que o valor gasto pela União para indenizar minoritários será descontado do total de ativos a serem entregues.
Se o governo federal calcular o valor da Cemig apenas pelo preço de mercado, a oferta aos minoritários pode ser desmotivadora. Acionistas expressam ceticismo sobre mudanças na governança em caso de federalização, preferindo a privatização como alternativa.
Cálculos e Implicações
Simões apresentou cálculos que indicam que a federalização da Cemig, considerando a indenização aos acionistas, deixaria Minas devendo R$ 22 bilhões à União. A Secretaria da Fazenda de Minas afirmou que os R$ 29 bilhões incluem acordos de acionistas e outras obrigações financeiras.
Além disso, a União pode ter que fazer ofertas para ações da Taesa, uma das maiores transmissoras de energia do país, caso a Cemig federalize. A situação é complexa e envolve múltiplos interesses, com a possibilidade de desembolsos significativos para o governo federal.
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