O processo de solicitação de visto Schengen é difícil para muitos africanos, especialmente na Nigéria, Gana e Senegal. Em 2023, mais de 50 mil pedidos de visto foram negados na Nigéria, causando grandes perdas financeiras para os solicitantes. Joel Anyaegbu, um consultor de jogos, teve seu visto negado duas vezes, mesmo apresentando documentos adicionais, e se sentiu humilhado pela falta de respostas da embaixada. Dados mostram que quase metade dos pedidos de visto na Nigéria foi rejeitada, resultando em uma perda de 4,5 milhões de euros em taxas. A LAGO Collective destaca que os países africanos perderam 60 milhões de euros em 2024 devido a vistos rejeitados, apontando uma discriminação no processo. As taxas de rejeição são altas também em Gana e Senegal, com índices de 40% a 50%. Um porta-voz da Comissão Europeia disse que cada pedido é analisado individualmente, mas muitos africanos relatam decisões inconsistentes. Jean Mboulé, de Camarões, processou a embaixada francesa após ter seu visto negado e conseguiu a aprovação, mas muitos não contestam as decisões, preferindo reaplicar e pagar novamente. As taxas de visto aumentaram de 80 para 90 euros em julho de 2024, tornando o processo ainda mais caro. A situação é parecida para quem solicita visto do Reino Unido, onde as rejeições também geraram custos altos.
O processo de solicitação de visto Schengen tem se mostrado desafiador para muitos africanos, especialmente na Nigéria, Gana e Senegal. Em 2023, 50.376 pedidos de visto foram rejeitados na Nigéria, resultando em perdas financeiras significativas para os solicitantes. A LAGO Collective destaca a discriminação nesse processo.
Joel Anyaegbu, um consultor de jogos de 32 anos, teve sua solicitação de visto negada duas vezes. Ele enviou documentos adicionais, como extratos bancários e comprovantes de propriedade, mas recebeu a justificativa de que as informações eram “não confiáveis”. Anyaegbu, que teve que cancelar compromissos importantes, afirmou sentir-se humilhado e sem respostas da embaixada.
Os dados da Comissão Europeia revelam que quase 50% dos pedidos de visto na Nigéria foram rejeitados, resultando em uma perda de 4,5 milhões de euros (cerca de 5 milhões de dólares) apenas em taxas de visto. A análise da LAGO Collective aponta que, em 2024, os países africanos perderam 60 milhões de euros (aproximadamente 67,5 milhões de dólares) em taxas de vistos rejeitados. Marta Foresti, fundadora da LAGO, afirma que “os países mais pobres pagam aos mais ricos por não conseguirem vistos”, evidenciando uma discriminação embutida no processo.
As taxas de rejeição são alarmantes, com países como Gana e Senegal apresentando índices de 40% a 50%. Um porta-voz da Comissão Europeia declarou que cada pedido é avaliado individualmente, levando em conta o propósito da viagem e a intenção de retorno do solicitante. No entanto, muitos africanos relatam decisões inconsistentes e, em alguns casos, inexplicáveis.
Jean Mboulé, um camaronês que processou a embaixada francesa após ter seu visto negado, exemplifica a frustração. Ele obteve a aprovação após uma batalha legal, mas muitos africanos não contestam as decisões, preferindo reaplicar e arcar com novos custos. A LAGO Collective observa que as taxas de visto aumentaram de 80 para 90 euros em julho de 2024, tornando o processo ainda mais oneroso.
A situação é semelhante para solicitantes de visto do Reino Unido, onde as taxas também aumentaram. Em 2024, as rejeições de vistos britânicos geraram um custo adicional de 50,7 milhões de libras (cerca de 68,8 milhões de dólares). A pressão sobre os solicitantes africanos continua a crescer, refletindo um padrão de comportamento histórico que influencia a análise de novos pedidos.
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