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Bilionários: pesquisa revela as origens de sua riqueza acumulada

Riqueza dos bilionários cresce três vezes mais rápido em 2024, com novos ultrarricos e previsão de cinco trilionários na próxima década.

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Em 2024, a riqueza dos bilionários cresceu três vezes mais rápido do que em 2023, com um aumento total de 2 trilhões de dólares, o que equivale a cerca de 11,9 trilhões de reais. Quase quatro novos ultrarricos surgiram a cada semana, somando mais de 200 novos bilionários. A Oxfam aponta que 60% dessa riqueza vem de heranças, corrupção e monopólios, criando uma nova elite econômica. Além disso, 6% das fortunas são resultado de práticas clientelistas, que favorecem amigos em cargos políticos. A concentração de riqueza está ameaçando a democracia, como alertou o presidente Biden. Entre 2021 e 2024, os 100 mais ricos aumentaram suas fortunas em 1,5 trilhão de dólares, impulsionados por políticas que beneficiam os ricos, especialmente durante o governo Trump. Em um dia comum, a riqueza dos dez homens mais ricos do mundo cresce em quase 100 milhões de dólares, levantando preocupações sobre a desigualdade e o controle que essa classe exerce sobre o governo e a economia.

No ano de 2024, a riqueza dos bilionários cresceu três vezes mais rapidamente do que em 2023, segundo um relatório da Oxfam. A cada semana, quase quatro novos ultrarricos se juntaram a esse grupo, resultando em um aumento total de US$ 2 trilhões (aproximadamente R$ 11,9 trilhões) em suas fortunas. O estudo aponta que mais de 200 novos indivíduos foram adicionados à lista dos mais ricos, com a previsão de que cinco trilionários possam surgir na próxima década.

A Oxfam destaca que 60% da riqueza dos bilionários é adquirida por meio de heranças, conluio, corrupção ou monopólios. A organização alerta para a formação de uma “nova oligarquia aristocrática”, onde as famílias ricas transferem trilhões de dólares anualmente, consolidando seu poder econômico e político. Mais de um terço (36%) da riqueza dos bilionários provém de dinheiro familiar, e a transferência de riqueza para herdeiros será, em grande parte, não tributada.

O Papel do Nepotismo e Clientelismo

Além do nepotismo, o relatório identifica o clientelismo como um fator significativo na acumulação de riqueza. Aproximadamente 6% das fortunas dos ultrarricos são originadas de práticas clientelistas, que favorecem amigos em nomeações e lobbies políticos. Países com regulamentações mais frouxas tendem a gerar um número maior de bilionários.

A Oxfam também menciona que 18% da riqueza dos bilionários provém de monopólios. Exemplos incluem Jeff Bezos, da Amazon, e Aliko Dangote, que controla o mercado de cimento na Nigéria. O relatório ressalta que a concentração de riqueza nas mãos de poucos está ameaçando a estrutura democrática, como alertou o presidente Biden em seu discurso de despedida.

Crescimento das Fortunas

Entre 2021 e 2024, o patrimônio líquido dos 100 cidadãos mais ricos aumentou em US$ 1,5 trilhão (R$ 8,89 trilhões). A eleição de Donald Trump como presidente dos EUA impulsionou ainda mais as fortunas dos bilionários, devido a políticas que favorecem isenções fiscais para os mais ricos. Durante a posse de Trump, vários dos homens mais ricos do mundo estavam presentes, com um patrimônio coletivo de US$ 1,35 trilhão (R$ 8 trilhões).

A Oxfam conclui que, em um dia comum, a riqueza dos dez homens mais ricos do mundo cresce em quase US$ 100 milhões (R$ 593 milhões). Essa realidade levanta preocupações sobre a crescente desigualdade e o controle da classe bilionária sobre o governo e a economia.

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