Julio Figueroa, CEO do Citi na América Latina, comentou sobre o crescimento dos serviços bancários digitais na região, destacando que o uso de dinheiro em espécie está diminuindo. Ele observou que as pessoas estão usando carteiras digitais em países como Peru, Colômbia e Brasil. Essa mudança favorece o Citi, que não possui muitas agências físicas e é forte em serviços digitais. A estratégia do banco é aprofundar relacionamentos com grandes empresas que buscam se internacionalizar. Figueroa acredita que as tarifas mais baixas na América Latina em comparação a outras regiões representam uma oportunidade para as empresas locais. O Citi, que atua como banco de atacado, está focado em quatro áreas de negócios e planeja crescer organicamente, sem aquisições. Ele também mencionou que a digitalização e a inovação são essenciais para manter a liderança no setor. O CEO destacou que a América Latina tem potencial em setores como energia e tecnologia, além de continuar a apoiar empresas na expansão global.
Julio Figueroa, CEO do Citi para a América Latina, destacou o acelerado avanço da digitalização financeira na região. Em entrevista à Bloomberg Línea, ele afirmou que o uso de dinheiro em espécie está diminuindo, com a adoção crescente de carteiras digitais em países como Peru, Colômbia e Brasil. Essa transformação favorece o Citi, que não possui agências físicas e se concentra em serviços bancários digitais.
A estratégia do banco inclui aprofundar relacionamentos com grandes empresas que buscam internacionalização. Figueroa observou que as tarifas impostas pelos Estados Unidos podem representar uma oportunidade para as empresas latino-americanas, que têm custos de mão-de-obra mais baixos em comparação com outras regiões. Ele acredita que a América Latina pode se beneficiar com a demanda por produtos de baixo valor agregado, especialmente do México.
O Citi, presente na região há mais de cem anos, atua como um banco de atacado, focando em quatro linhas de negócios: Banking, Services, Markets e Wealth. Figueroa mencionou que a digitalização do setor bancário é positiva para o Citi, pois a maioria das empresas já não utiliza dinheiro em espécie. O banco planeja crescer organicamente, sem aquisições, e consolidar sua posição em mercados onde já é forte.
Figueroa também comentou sobre as tendências de reshoring e nearshoring, indicando que as empresas estão repensando suas cadeias de suprimento. Ele acredita que a internacionalização das empresas continuará, apesar das incertezas econômicas. O setor de energia e empresas disruptoras, como fintechs, são áreas de foco para o Citi, que busca apoiar a expansão de seus clientes na América Latina e no exterior.
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