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Leilões de arte enfrentam queda acentuada, com vendas abaixo das expectativas em 2025

Leilões de primavera falham em atingir expectativas, com vendas de $1 bilhão e queda no interesse por artistas emergentes.

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As casas de leilão Christie’s, Sotheby’s e Phillips tiveram um desempenho abaixo do esperado na recente temporada de leilões de primavera, arrecadando pouco mais de 1 bilhão de dólares, enquanto esperavam entre 1,2 e 1,6 bilhões. Isso representa uma queda em relação aos 1,4 bilhões do ano passado e 1,8 bilhões em 2022. O interesse por artistas emergentes diminuiu, com as vendas se concentrando mais em artistas estabelecidos, especialmente mulheres. Por exemplo, Olga de Amaral, de 93 anos, e Marlene Dumas, de 71 anos, estabeleceram novos recordes de leilão. Enquanto isso, obras de artistas mais jovens não conseguiram atrair compradores, refletindo uma incerteza econômica que faz as pessoas hesitarem em gastar grandes quantias. Além disso, a participação de compradores asiáticos, que costumava ser significativa, caiu, o que também impactou os resultados.

As casas de leilão Christie’s, Sotheby’s e Phillips encerraram a temporada de leilões de primavera com vendas que totalizaram apenas $1 bilhão, abaixo das expectativas que variavam entre $1,2 bilhão e $1,6 bilhão. O resultado representa uma queda significativa em relação aos $1,4 bilhão do mesmo período do ano passado e $1,8 bilhão em 2022. O total de vendas com martelo foi de $837,5 milhões, evidenciando uma diminuição no interesse por artistas emergentes.

Os dados mostram que as vendas se concentraram em artistas estabelecidos, especialmente mulheres. O top ten de obras vendidas arrecadou $278,6 milhões, com destaque para a pintura de Piet Mondrian, que alcançou $47,6 milhões. Em comparação, o mesmo período em 2023 gerou $403,3 milhões, refletindo uma queda de 63% em relação a 2022.

Mudança de Foco

A presença de artistas jovens foi notavelmente reduzida. Na Phillips, apenas três das 36 obras em leilão eram de artistas com menos de 45 anos. Sotheby’s incluiu apenas quatro, uma queda em relação a sete em 2021. A consultora de arte Elizabeth Fiore destacou que muitos artistas desapareceram do mercado. A consultora Mary Hoeveler atribuiu a desaceleração a um clima econômico incerto, que faz os compradores hesitarem em gastar grandes quantias.

Apesar da retração, a artista Danielle Mckinney se destacou, com três obras superando suas estimativas. Sua pintura “Stand Still” foi vendida por sete vezes seu valor estimado. Por outro lado, artistas consagrados, como Frank Stella e Alberto Giacometti, enfrentaram dificuldades, com obras vendidas abaixo de suas estimativas.

Participação do Mercado

A participação de compradores asiáticos também caiu, representando apenas 10% das vendas na Sotheby’s. O ex-CEO da Christie’s, Guillaume Cerutti, apontou essa diminuição como um fator crucial para os resultados fracos. A incerteza econômica global levanta questões sobre a origem do novo capital no mercado de arte.

A temporada de leilões de primavera revelou uma mudança significativa nas preferências dos colecionadores, com um foco crescente em artistas estabelecidos e uma diminuição no interesse por novos talentos.

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