A Reforma Tributária sancionada em 2025 gerou críticas, especialmente de Isaac Sidney, presidente da Febraban. Ele acredita que a reforma não resolveu o alto custo da intermediação financeira, que afeta o preço do crédito no Brasil. Sidney explica que, de cada R$ 100 pagos em juros, R$ 80 vão para cobrir custos de intermediação, como impostos e inadimplência. Ele afirma que o Brasil é um dos poucos países que taxam a intermediação financeira e perdeu a oportunidade de reduzir essa carga. Sidney também comenta que a taxa SELIC deve permanecer alta, perto de 15%, devido a problemas nas finanças públicas e à inflação acima da meta. Apesar disso, o mercado de crédito cresceu 11,5% em 2024 e deve crescer 9% em 2025, mostrando que a concessão de crédito ainda é importante para a economia. Ele menciona que a Febraban participa de discussões sobre financiamento imobiliário, buscando alternativas para manter o crédito nesse setor. Além disso, destaca que o Brasil é um exemplo de inovação no setor bancário, com avanços como o Pix e o Open Finance, e que a inteligência artificial está sendo usada para melhorar serviços e entender melhor os clientes.
A Reforma Tributária sancionada em 2025 gerou polêmica, especialmente entre líderes do setor financeiro. O presidente da Federação Brasileira de Bancos (Febraban), Isaac Sidney, afirmou que a reforma não abordou o alto custo da intermediação financeira, que afeta diretamente o custo do crédito no Brasil.
Sidney destacou que R$ 80 de cada R$ 100 pagos em spread bancário são destinados a custos de intermediação, como captação e carga tributária. Ele lamentou que o Brasil, um dos poucos países a tributar a intermediação financeira, perdeu a oportunidade de aliviar essa carga na reforma. “O Brasil é complexo e difícil, e avançamos a passos lentos”, disse.
O cenário de juros altos persiste, com a expectativa de que a taxa SELIC permaneça elevada em 2025. Sidney acredita que, sem um equilíbrio nas contas públicas, a redução da taxa de juros não deve ocorrer de forma significativa. Ele projeta que a SELIC pode terminar o ano próxima de 15%.
Impacto no Mercado de Crédito
Apesar do cenário desafiador, a atividade econômica tem surpreendido positivamente. O mercado de crédito cresceu 11,5% em 2024 e deve crescer 9% em 2025. Sidney ressaltou que a concessão de crédito tem sido crucial para esse crescimento, embora a taxa SELIC impacte o apetite dos bancos para oferecer novos empréstimos.
Em relação ao financiamento imobiliário, a Febraban participa de discussões com o Ministério da Fazenda e o Banco Central sobre alternativas para o setor. Uma proposta em análise é permitir que os bancos negociem suas carteiras de crédito imobiliário no mercado secundário, o que poderia liberar capital para novos empréstimos.
Inovação no Setor Financeiro
O Brasil se destaca em inovação no setor bancário, especialmente com iniciativas como o Pix e o Open Finance. Sidney afirmou que a pandemia acelerou a modernização do sistema financeiro, permitindo uma maior personalização dos serviços. A inteligência artificial é uma das principais frentes de investimento, utilizada para análise de risco de crédito e detecção de fraudes.
Sidney concluiu que, para o crédito se expandir e se tornar mais acessível, é necessário entender as causas do alto custo de intermediação. Ele reiterou que o Brasil precisa decidir que tipo de mercado de crédito deseja ter, considerando que a carteira de crédito atual representa 55% do PIB, em comparação a 100% no Chile e 200% nos Estados Unidos.
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