Autoridades argentinas disseram a investidores que esperam receber US$ 2 bilhões do FMI no próximo mês, mesmo sem cumprir a meta de reservas internacionais. O presidente do Banco Central e o secretário de Política Econômica se reuniram em Londres e deixaram a entender que o desembolso seria confirmado. O governo planeja acumular US$ 4,4 bilhões em reservas até junho, mas as reservas totais do banco central caíram desde o último desembolso de US$ 12 bilhões em abril. O presidente Javier Milei minimizou a necessidade de acumular reservas, enquanto o governo considera emitir dívida para aumentar as reservas. Apesar de elogios a Milei por reduzir controles cambiais, investidores estão preocupados com a falta de reservas em moeda forte. O ministro da Economia afirmou que a acumulação de reservas envolve mais do que apenas compras do Banco Central. Este é o 23º programa da Argentina com o FMI, após o anterior não ter cumprido metas.
Autoridades argentinas informaram a investidores em Londres que esperam receber um desembolso de US$ 2 bilhões do Fundo Monetário Internacional (FMI) no próximo mês. Essa expectativa surge mesmo após o governo não ter cumprido a meta de recomposição das reservas internacionais, apenas meses após o início de um novo programa de US$ 20 bilhões.
Durante uma reunião em 14 de maio, o presidente do Banco Central, Santiago Bausili, e o secretário de Política Econômica, José Luis Daza, deixaram a impressão de que o desembolso seria confirmado, embora não tenham feito declarações explícitas. O compromisso do governo argentino inclui acumular cerca de US$ 4,4 bilhões em reservas líquidas até meados de junho, mas as reservas totais do banco central diminuíram desde o desembolso anterior de US$ 12 bilhões em abril.
Estratégias do Governo
O presidente Javier Milei minimizou a importância de acumular reservas em uma recente entrevista, citando o regime de câmbio flutuante do país. A assessoria do Ministério da Economia negou que houve comentários sobre o desembolso, sem fornecer mais detalhes. O FMI, por sua vez, destacou a necessidade de fortalecer as reservas externas e garantir o retorno aos mercados internacionais.
A equipe econômica de Milei decidiu não intervir no peso, que flutua entre 1.000 e 1.400 pesos por dólar. Em vez disso, o governo considera acumular reservas por meio da emissão de dívida, como títulos denominados em pesos que podem ser comprados com dólares. Atualmente, o peso é negociado a cerca de 1.135 por dólar.
Desafios e Expectativas
Embora Wall Street tenha elogiado os esforços de Milei para reduzir controles cambiais, investidores expressam preocupação com a falta de acumulação de reservas em moeda forte. O ministro da Economia, Luis Caputo, afirmou que a acumulação de reservas não depende apenas de compras do Banco Central, mas também de outras estratégias financeiras.
Este é o 23º programa da Argentina com o FMI, após o anterior ter falhado em cumprir metas, levando a dispensas ao governo anterior. A acumulação de reservas continua a ser um desafio, refletindo a instabilidade da moeda nos últimos anos.
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