Os consumidores de energia elétrica no Brasil devem enfrentar um aumento médio de 2,64% nas tarifas em 2023, segundo a consultoria Thymos Energia. No Sul, o aumento será o maior, de 7,16%, devido a enchentes, enquanto no Norte o reajuste será de 4,73%, causado por custos de distribuição. O Centro-Oeste terá um aumento de 2,91%, o Nordeste de 1,42% e o Sudeste, que já tem tarifas altas, de 1,10%. A consultoria explica que esses aumentos refletem ajustes locais e operacionais. Além disso, uma reforma no setor elétrico pode resultar em um aumento médio de 1,4% nas tarifas reguladas. Essa reforma inclui propostas como a ampliação da tarifa social e a abertura do mercado de energia.
A conta de energia elétrica no Brasil deve registrar um aumento médio de 2,64% em 2023, conforme estimativas da consultoria Thymos Energia. Esse percentual reflete as variações regionais e os ajustes necessários para cada distribuidora.
Os consumidores da Região Sul enfrentarão o maior aumento, de 7,16%, devido a enchentes que afetaram o Rio Grande do Sul. No Norte, o reajuste será de 4,73%, impulsionado por custos de distribuição. O Centro-Oeste terá um aumento de 2,91%, enquanto o Nordeste e o Sudeste terão reajustes de 1,42% e 1,10%, respectivamente.
Fatores de Aumento
A consultoria aponta que o aumento no Norte é atribuído ao incremento nos custos de operação e manutenção das redes elétricas. No Sul, o impacto se deve ao repasse de recursos do Programa Nacional de Apoio aos Atingidos pelas Mudanças Climáticas (Pronamc).
Ana Paula Ferme, líder de Utilities e Regulação Econômica na Thymos, considera o reajuste moderado. Ela destaca que, embora represente um aumento, está dentro de uma faixa razoável, especialmente em comparação com anos anteriores, quando os reajustes superaram 15% em algumas regiões.
Reformas no Setor Elétrico
Além disso, a reforma no setor elétrico pode resultar em um aumento médio de 1,4% nas tarifas reguladas. Essa medida, que ainda aguarda publicação, inclui a ampliação da tarifa social e a abertura do mercado de energia para todos os consumidores.
O Ministério de Minas e Energia (MME) acredita que os aumentos poderão ser neutralizados gradualmente com ajustes na Conta de Desenvolvimento Energético (CDE). A consultoria Thymos não considera os possíveis efeitos da nova medida em suas projeções, que também levam em conta a quitação de empréstimos setoriais e créditos tributários.
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