Marina Copola, diretora da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), disse que as ações atuais para combater plataformas de apostas ilegais no Brasil não estão funcionando. Ela mencionou que, mesmo com medidas como a “stop order”, que interrompe a oferta de produtos irregulares, os sites simplesmente fecham e reabrem com novos nomes. Copola observou que a popularidade das apostas e produtos não regulados cresceu, especialmente após a pandemia, e que isso criou um novo tipo de investidor que busca experiências semelhantes a jogos. Para enfrentar esse problema, ela sugeriu uma abordagem que envolva diferentes entidades e controle também sobre os pagamentos, afirmando que é necessário unir esforços para proteger os investidores.
A diretora da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), Marina Copola, afirmou que as atuais medidas de repressão contra plataformas de apostas ilegais no Brasil são ineficazes. Durante o 5º Congresso Brasileiro de Internet, realizado em Brasília, ela destacou que os reguladores estão “enxugando gelo” ao tentarem coibir essas práticas.
Copola mencionou o mecanismo de “stop order”, que visa interromper a oferta de produtos irregulares, mas ressaltou que os operadores simplesmente fecham uma plataforma e abrem outra idêntica. “Essas medidas são absolutamente inócuas”, afirmou, evidenciando a dificuldade em controlar a oferta de produtos não regulamentados, que aumentou significativamente após a pandemia.
Aumento das Apostas e Produtos Não Regulados
A diretora observou que a relação das pessoas com as redes sociais contribuiu para a explosão de produtos não regulados, como apostas e plataformas de Forex. Ela identificou um novo perfil de investidor, que busca experiências de *gamificação*. Além das apostas, Copola citou plataformas de contratos por diferença (CFDs), que permitem especulação em diversos ativos, como criptomoedas e commodities.
Para enfrentar esse cenário, a diretora defendeu uma abordagem multidisciplinar que envolva diversas entidades e controle também do lado dos pagamentos. “Essas atividades ilícitas raramente conseguem ser combatidas só com um tiro. A gente precisa unir forças”, enfatizou.
Desafios do Open Finance
No mesmo evento, especialistas discutiram o desenvolvimento do open finance no Brasil, que permite o compartilhamento de dados financeiros. Ana Carla Abrão, diretora-presidente da estrutura de governança do open finance, apontou que a falta de comunicação é uma barreira para o avanço do sistema. “O open finance do Brasil hoje é o maior do mundo”, afirmou, destacando que cinquenta milhões de pessoas já aderiram à iniciativa.
Gilneu Vivan, diretor de Regulação do Banco Central, ressaltou a importância de transmitir segurança aos usuários para que confiem em operar no ambiente digital. Os especialistas concordaram que o aumento do compartilhamento de dados pode trazer mais competição e serviços personalizados ao público.
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