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Economistas preveem redução nas tarifas de Trump em breve

Economistas alertam que Donald Trump deve recuar em suas tarifas contra a China, destacando a ineficácia da estratégia mercantilista.

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Economistas que participaram do 3º Seminário Macrolab da FGV-EESP afirmaram que Donald Trump deve recuar em suas tarifas na guerra comercial com a China. O economista-chefe do Banco BV, Roberto Padovani, disse que a guerra tarifária está causando mais problemas para os EUA do que para a China, que tem uma visão de longo prazo e não se preocupa com as ações americanas. Caio Megale, da XP Investimentos, comentou que a estratégia de Trump, que visa prejudicar as exportações chinesas, acaba afetando outros países também. Tatiana Pinheiro, da Galapagos Capital, destacou que a China já estava reduzindo sua demanda interna antes do aumento das tarifas e que a estratégia de Trump não está funcionando, já que a China é forte em tecnologia e eletrônicos. Ela também mencionou que a abordagem mercantilista de Trump não é eficaz, com o PIB sendo revisado para baixo e a inflação subindo. Os economistas acreditam que a guerra tarifária terá efeitos duradouros nas relações comerciais e na economia dos dois países.

Economistas que participaram da segunda parte do 3º Seminário Macrolab da FGV-EESP, realizado na noite de quarta-feira, 21, afirmaram que Donald Trump será forçado a recuar em suas medidas tarifárias na guerra comercial com a China. O economista-chefe do Banco BV, Roberto Padovani, destacou que, apesar do alto custo da guerra tarifária, a situação se tornou uma “grande bagunça” e que os EUA têm mais a perder do que a China.

Padovani enfatizou que a estratégia de Trump é mais política do que econômica. Ele observou que a China tem uma visão de longo prazo, enquanto o presidente americano enfrenta pressões temporais. “O Trump, como todos os populistas, passará. Foi assim com o Bolsonaro”, afirmou. Para ele, a China não se preocupa com as ações dos EUA, pois está preparada para enfrentar períodos de turbulência.

Impacto nas Relações Comerciais

O chefe do Departamento de Economia da XP Investimentos, Caio Megale, analisou que o objetivo de Trump é sufocar as exportações chinesas, mas essa estratégia afeta também outros países. “A ideia era impactar a China, mas todos acabam sendo afetados por tabela”, disse.

A economista Tatiana Pinheiro, da Galapagos Capital, acrescentou que a intenção da China de reduzir a demanda interna começou em 2018, antes mesmo do aumento das tarifas. Ela observou que, mesmo com a manutenção de algumas alíquotas por Biden, a estratégia não teve sucesso, já que a China é líder em tecnologia e componentes eletrônicos.

Desafios Econômicos

Tatiana também destacou que a abordagem mercantilista de Trump não é eficaz no cenário atual. “Estamos vendo uma revisão do PIB para baixo e da inflação para cima”, afirmou. A análise dos economistas sugere que a guerra tarifária pode ter consequências duradouras nas relações comerciais globais e na economia interna dos EUA e da China.

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