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Governo reconsidera aumento de IOF que afeta fundos de investimento no exterior

Equipe econômica do Brasil avalia reverter aumento do IOF sobre transferências para fundos no exterior após reações negativas do mercado.

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A equipe econômica do Brasil está pensando em reverter o aumento do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) de 3,5% sobre transferências para fundos de investimento no exterior, após uma forte reação negativa do mercado financeiro e impacto na cotação do dólar. Nos últimos anos, muitos fundos brasileiros têm investido fora do país para buscar mais rentabilidade e reduzir riscos. A nova taxa poderia dificultar esses investimentos, o que especialistas consideram um retrocesso. O governo justificou a medida como uma forma de igualar a tributação entre empresas e pessoas físicas. Para discutir a situação, o Palácio do Planalto convocou uma reunião de emergência. A expectativa é que a nova alíquota para aplicações no exterior permaneça em 0%, enquanto as remessas para investimentos possam ter uma taxa reduzida para 1,1%. Essa mudança busca equilibrar a arrecadação fiscal e atrair investimentos em um cenário econômico incerto. A decisão final será formalizada por meio de um novo decreto.

BRASÍLIA – A equipe econômica do Brasil está reconsiderando o aumento do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) de 3,5% sobre transferências para fundos de investimento no exterior. A proposta, que gerou forte reação negativa no mercado financeiro, impactou a cotação do dólar. A informação foi antecipada pelo colunista Lauro Jardim, d’O Globo, e confirmada pelo Estadão.

Nos últimos anos, fundos brasileiros têm buscado diversificar suas carteiras com investimentos fora do país, visando maior rentabilidade e redução de riscos. A nova tributação, que incidiria sobre cada operação, poderia inviabilizar essas aplicações, o que especialistas consideram um retrocesso. A justificativa do governo para a medida era promover isonomia entre aplicações de empresas e pessoas físicas, que já pagam IOF.

Reunião de Emergência

Em resposta à pressão do mercado, o Palácio do Planalto convocou uma reunião de emergência na noite de quinta-feira, reunindo ministros e técnicos da área econômica. O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, não estava em Brasília, pois costuma passar as sextas-feiras em São Paulo. Um técnico do governo informou que a reavaliação da medida foi feita “item a item”, considerando as preocupações levantadas.

A expectativa é que a nova alíquota para aplicações no exterior seja mantida em 0%, enquanto as remessas para investimentos possam ter uma alíquota reduzida para 1,1%. Essa mudança reflete a necessidade de equilibrar a arrecadação fiscal com a atração de investimentos, especialmente em um cenário de incertezas econômicas.

A decisão de reverter o aumento do IOF será formalizada por meio de um novo decreto, já que a medida anterior foi publicada em um decreto no dia 23 de outubro. O impacto dessa revisão na arrecadação fiscal ainda não foi detalhado pela Fazenda, mas a expectativa é que a mudança minimize os efeitos negativos no mercado financeiro.

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