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Investidores estrangeiros impulsionam Bolsa brasileira a novos recordes, mas cautela persiste

Bolsa brasileira atinge recorde histórico, mas economistas alertam para riscos fiscais e incertezas que podem impactar o crescimento.

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A Bolsa brasileira, a B3, teve um mês positivo, alcançando mais de 140 mil pontos pela primeira vez e acumulando uma alta de 14% em 2023, o que atraiu investimentos estrangeiros. O banco Morgan Stanley prevê que o Ibovespa chegue a 189 mil pontos até 2026, afirmando que os ativos brasileiros estão baratos. Até agora, a B3 recebeu R$ 20,355 bilhões de investidores de fora. No entanto, Enrico Cozzolino, da Levante Ideia e Investimento, alerta que é preciso ter cuidado com as questões fiscais e incertezas econômicas. Marcela Kawauti, economista-chefe da Lifetime, destaca que a estabilidade no cenário global ajuda o Brasil, e a sinalização do Banco Central sobre a pausa na alta de juros também é positiva. Apesar das boas notícias, Kawauti lembra que é importante não ignorar os desafios fiscais, especialmente com as eleições de 2026 se aproximando, o que pode afetar reformas e programas sociais.

No último mês, a Bolsa brasileira, a B3, alcançou um recorde histórico, superando os 140 mil pontos pela primeira vez. Com uma valorização acumulada de 14% em 2023, o mercado atraiu investidores estrangeiros, refletindo um cenário de incerteza global.

O banco Morgan Stanley projetou o Ibovespa em 189 mil pontos até 2026, destacando que os ativos brasileiros estão subavaliados. A recomendação é de compra de ações brasileiras, uma vez que, até 20 de maio, a B3 registrou a entrada de R$ 20,355 bilhões de recursos do exterior. Segundo Enrico Cozzolino, head de análises da Levante Ideia e Investimento, a recuperação da Bolsa é notável, mas é preciso cautela.

Cenário Econômico

Cozzolino alerta para a necessidade de atenção às questões fiscais e incertezas econômicas. Ele menciona que, apesar da redução nas expectativas de recessão nos Estados Unidos, a volatilidade de curto prazo ainda pode impactar o PIB. A desvalorização do dólar e a migração de fluxo de investidores para a Bolsa brasileira também são fatores que justificam a alta.

Marcela Kawauti, economista-chefe da Lifetime, ressalta que a previsibilidade no cenário global beneficia mercados emergentes como o brasileiro. A sinalização do Banco Central sobre o fim do ciclo de alta de juros também contribui para a valorização das ações.

Riscos Fiscais

Kawauti destaca que, apesar da melhora no mercado, é crucial não negligenciar questões fundamentais da economia, como a questão fiscal. Com a aproximação das eleições de 2026, há um risco adicional relacionado a possíveis reformas e programas de transferência de renda que podem impactar o ajuste fiscal. A economista enfatiza que a atenção deve ser mantida sobre esses aspectos, mesmo em meio a um cenário otimista para a Bolsa.

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