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JBS transfere sede para Holanda e fortalece controle dos Batistas em mercados financeiros

A proposta de reestruturação da JBS enfrenta forte resistência, com 52% dos acionistas se opondo e consultorias recomendando rejeição.

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A JBS, a maior empresa de proteína animal do mundo, está enfrentando resistência em sua proposta de reestruturação, que inclui uma dupla listagem na bolsa de Nova York e mudanças na governança. Uma votação recente mostrou que 52% dos acionistas se opõem ao plano, e consultorias globais recomendam a rejeição, apontando riscos para os acionistas minoritários. As mudanças propostas envolvem a criação de novas entidades na Holanda e Luxemburgo, além de uma holding no Brasil, o que aumentaria o controle da família Batista de 50% para entre 83% e 85%. A JBS defende que a estrutura decisória não mudaria, mas investidores internacionais estão preocupados com a concentração de poder. O fundo Mason Capital Management, que possui ações da JBS, contestou as críticas, afirmando que a supervisão regulatória dos EUA protege os investidores. A JBS também rebateu as alegações, dizendo que as recomendações das consultorias não refletem os interesses de longo prazo dos acionistas. Além disso, entidades de defesa do meio ambiente e alguns parlamentares americanos expressaram preocupações sobre a listagem da empresa, citando seu histórico de corrupção. No Brasil, a confiança na gestão dos Batistas é alta, com analistas acreditando que a empresa pode captar mais recursos sem perder controle. Desde que o BNDES deu um sinal positivo em março, as ações da JBS subiram 28,5%. A expectativa é que a reestruturação eleve o preço das ações para R$ 75, enquanto a rejeição pode fazer o valor cair para R$ 32.

A JBS, maior empresa de proteína animal do mundo, enfrenta resistência em sua proposta de reestruturação, que visa uma dupla listagem na NYSE e alterações na governança. A votação, marcada para esta sexta-feira (23), revelou que 52% dos acionistas se opõem ao plano. Consultorias globais, como ISS e Glass Lewis, também recomendam a rejeição, citando riscos para os acionistas minoritários.

As mudanças propostas incluem a criação de novas entidades na Holanda e Luxemburgo, além de uma holding no Brasil. A estrutura visa otimizar a tributação e a governança, mas concentra o poder decisório nas mãos da família Batista, aumentando sua participação no controle de 50% para 83% a 85%. A JBS defende que a mudança não altera a estrutura decisória, mantendo o comando em São Paulo.

A proposta gera polêmica, especialmente no exterior, onde investidores questionam a concentração de poder e os impactos sobre os minoritários. O fundo Mason Capital Management, um acionista da JBS, contestou as críticas das consultorias, argumentando que a supervisão regulatória dos EUA oferece proteção aos investidores. A JBS também rebateu as alegações, afirmando que a recomendação do ISS não reflete os interesses de longo prazo dos acionistas.

Entidades de defesa do meio ambiente e alguns parlamentares americanos expressaram preocupações sobre a listagem da JBS, citando seu histórico de corrupção e práticas empresariais questionáveis. A CEO da Transparência Internacional, Maíra Martini, destacou que permitir a listagem enviaria uma mensagem negativa sobre a responsabilidade corporativa.

No Brasil, a confiança na gestão dos Batistas permanece alta, com analistas destacando a capacidade da empresa de acessar mais capital sem perder o controle. Desde a sinalização positiva do BNDES em março, as ações da JBS valorizaram 28,5%. A expectativa é que a reestruturação possa elevar o preço das ações para R$ 75, enquanto a rejeição pode resultar em uma queda para R$ 32.

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