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Modelos internacionais de gestão de pessoas não superam nossos indicadores de desempenho

América Latina apresenta 31% de engajamento no trabalho e 54% de qualidade de vida, superando a média global e desafiando estruturas tradicionais.

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A América Latina tem 31% de engajamento no trabalho e 54% de qualidade de vida, segundo a Gallup, superando a média global de 23% e países como Alemanha e Japão. Esse engajamento é impulsionado por laços sociais fortes e um senso de comunidade, que são importantes para a felicidade das pessoas. No entanto, muitas empresas na região ainda usam estruturas rígidas que podem desumanizar o ambiente de trabalho. Apesar do alto engajamento, 40% dos trabalhadores estão procurando novas oportunidades, o que mostra que isso não garante que eles fiquem nas empresas. A região também enfrenta problemas como informalidade e desigualdade. É essencial criar um modelo de gestão que una tecnologia e humanidade, especialmente com o avanço da Inteligência Artificial, que pode aumentar a desconexão entre as pessoas no trabalho. O futuro do trabalho na América Latina depende de respeitar as características únicas da região.

Em 2025, a Gallup revelou que a América Latina possui 31% de engajamento no trabalho e 54% de qualidade de vida, superando a média global de 23% e potências como Alemanha e Japão. Esses dados desafiam a visão tradicional sobre o ambiente de trabalho na região, que enfrenta diversos desafios estruturais.

Os fatores que sustentam esse engajamento elevado incluem conexões sociais fortes, um senso de comunidade e redes de apoio afetivo. Eliezer Leal, coach certificado pela Gallup, destaca que esses elementos são reconhecidos como determinantes da felicidade subjetiva no *World Happiness Report*. No entanto, muitas empresas brasileiras ainda adotam estruturas hierárquicas rígidas e métricas de desempenho que desumanizam o ambiente de trabalho.

Apesar do alto engajamento, 40% dos trabalhadores latino-americanos estão em busca ativa de novas oportunidades, indicando que esse engajamento não se traduz necessariamente em retenção. A região também enfrenta problemas como informalidade, desigualdade e baixa produtividade. Ignorar os ativos intangíveis, como a vocação para o cuidado e o calor humano, pode ser um erro estratégico.

O desafio atual é construir um modelo de gestão que integre tecnologia, produtividade e humanidade. A ameaça da Inteligência Artificial pode intensificar a desconexão humana no trabalho, tornando ainda mais crucial a valorização das relações interpessoais. O futuro do trabalho na América Latina depende da coragem de adotar um modelo que respeite essas características únicas da região.

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