O governo Trump criou tarifas para tentar trazer empregos de manufatura de volta aos Estados Unidos, mas uma análise do Wells Fargo mostra que isso pode ser difícil. O aumento dos custos com mão de obra e a falta de trabalhadores tornam a recuperação do setor complicada. Atualmente, o país tem 12,8 milhões de empregos na manufatura, que é 6,7 milhões a menos do que o pico de 1979. Para voltar a esse nível, seriam necessários cerca de 22 milhões de novos empregos, mas há apenas 7,2 milhões de pessoas desempregadas. Portanto, a chance de recuperar os empregos de manufatura ao nível histórico parece remota.
O governo dos Estados Unidos, sob a administração de Donald Trump, implementou tarifas com o objetivo de trazer empregos de manufatura de volta ao país. No entanto, uma análise do banco Wells Fargo aponta que essa meta pode ser mais difícil de alcançar do que se imagina. O estudo revela que o aumento dos custos trabalhistas e a escassez de mão de obra dificultam a recuperação do setor.
Para que a manufatura retorne ao seu pico histórico, seriam necessários cerca de 22 milhões de novos empregos. Atualmente, o país conta com 12,8 milhões de postos de trabalho na indústria, o que representa uma queda de 6,7 milhões em relação ao auge de 1979. A análise destaca que, mesmo que as empresas estejam dispostas a absorver ou repassar os custos mais altos aos consumidores, a situação do mercado de trabalho já é bastante restrita.
Sarah House, economista sênior do Wells Fargo, afirma que “um aumento significativo nos empregos de fábrica não parece provável no futuro próximo”. A incerteza política e os preços elevados podem impactar a disposição das empresas em expandir suas equipes.
Apesar das promessas do governo, como cortes de impostos para empresas que retornam à manufatura nos EUA, a realidade é desafiadora. Embora algumas empresas do setor de tecnologia, como Nvidia e Apple, tenham feito anúncios de investimentos, a recuperação do emprego na manufatura ainda enfrenta um longo caminho.
A análise conclui que restaurar os níveis de emprego da manufatura nos Estados Unidos será uma “batalha difícil”, considerando que há apenas 7,2 milhões de pessoas desempregadas no país.
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