No dia 28 de maio de 2025, o Estadão realizará o Summit Mobilidade em São Paulo, reunindo cerca de 30 especialistas para discutir a indústria automotiva, com foco em inovações tecnológicas e propostas como o IPI verde. Rogelio Golfarb, ex-vice-presidente da Ford América do Sul, participará de um painel sobre o Brasil na indústria. Ele destacou que, em 2024, o Brasil produziu 2,5 milhões de veículos, um aumento de 9,7% em relação a 2023, mas a capacidade instalada é de 4,6 milhões, mostrando a ociosidade do setor. Golfarb mencionou que a competitividade é um grande desafio, com a economia global lenta e um excesso de produção. Ele alertou que, se o Brasil não melhorar suas tecnologias, pode se tornar apenas um produtor de veículos sem valor agregado. O especialista também afirmou que a contribuição do setor para o PIB é subestimada e que a queda na intensidade tecnológica favorece a importação. Para melhorar a situação, ele defendeu um crescimento do setor, que atrairia mais investimentos e ajudaria na distribuição de renda. Apesar da entrada de novas montadoras, a complexidade dos tipos de powertrain e a alta carga tributária, que chega a 40%, dificultam a sustentabilidade do setor. Golfarb sugeriu que uma reforma tributária e a implementação do IPI verde poderiam ajudar a estimular as vendas e a competitividade. O evento ocorrerá das 8h30 às 18h e promete discussões importantes para o futuro da mobilidade no Brasil.
Na próxima quarta-feira, 28 de maio de 2025, o Estadão realizará o Summit Mobilidade no Teatro Bravos, em São Paulo. O evento reunirá cerca de 30 especialistas para discutir a indústria automotiva, com foco em inovações tecnológicas e propostas como o “IPI verde”.
O ex-vice-presidente da Ford América do Sul, Rogelio Golfarb, participará do painel “A Perspectiva da Indústria: O Brasil como protagonista”. Em entrevista ao Jornal do Carro, Golfarb destacou que, em 2024, o Brasil produziu aproximadamente 2,5 milhões de veículos, um aumento de 9,7% em relação a 2023. Apesar disso, a capacidade instalada é de 4,6 milhões, evidenciando a ociosidade do setor.
Golfarb apontou que a competitividade é um dos principais desafios enfrentados. O crescimento econômico global tem sido lento, resultando em um excesso de produção. Ele alertou que, se o Brasil não melhorar sua capacidade de oferecer soluções tecnológicas modernas, poderá se tornar apenas um produtor de “casca” de veículos, sem valor agregado.
O especialista também mencionou que a contribuição do setor automotivo para o PIB brasileiro é subestimada. A intensidade tecnológica da indústria nacional caiu, o que favorece a importação de novas tecnologias. Para reverter essa situação, Golfarb defendeu a necessidade de um crescimento do setor, que traria mais investimentos e melhoraria a distribuição de renda.
Embora novas montadoras estejam entrando no mercado, isso não garante a recuperação do setor. A complexidade da oferta de tipos de powertrain e a alta carga tributária, que gira em torno de 40%, são fatores que dificultam a sustentabilidade das operações. Golfarb sugeriu que uma reforma tributária e a implementação do IPI verde poderiam ser soluções viáveis para estimular as vendas e a competitividade.
O Summit Mobilidade ocorrerá das 8h30 às 18h, no Teatro Bravos, e promete trazer discussões relevantes para o futuro da mobilidade no Brasil.
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