Os Estados Unidos são o maior investidor no Brasil, com mais de 300 bilhões de dólares aplicados, mas o investimento enfrenta desafios como a instabilidade cambial, corrupção e crime, segundo Mauricio Claver-Carone, enviado dos EUA. Ele acredita que o Brasil tem grande potencial, mas precisa resolver esses problemas para atrair mais investimentos. Por outro lado, especialistas como Antonio Corrêa de Lacerda defendem que a política cambial do Brasil é moderna e que o país é um dos dez maiores mercados do mundo. Apesar das dificuldades, grandes empresas continuam a investir no Brasil, que é o segundo maior receptor de investimento estrangeiro direto. Em 2024, o fluxo global de investimentos caiu 8%, mas o Brasil teve uma queda menor de 5%, totalizando 61 bilhões de dólares. O investimento americano se concentra em setores como energia e tecnologia, especialmente em data centers. As relações comerciais entre Brasil e EUA permanecem fortes, mesmo com tensões políticas, e em 2024 os dois países celebraram 200 anos de relações diplomáticas.
Investir no Brasil é um dilema para os americanos, apesar de os EUA serem o maior investidor estrangeiro no país, com um estoque superior a US$ 300 bilhões. A política do governo Trump, no entanto, gera incertezas. Cerca de um terço dos investimentos estrangeiros no Brasil provém dos EUA, mas a China se destaca como o principal parceiro comercial.
Durante um evento em Nova York, Mauricio Claver-Carone, enviado especial dos EUA para a América Latina, apontou três desafios que o Brasil enfrenta: câmbio, corrupção e crime. Ele enfatizou que, embora o Brasil tenha um grande potencial, é necessário superar esses obstáculos para atrair mais investimentos. Claver-Carone, ex-diretor do FMI e presidente do BID, fez um apelo para que o país “destrave seu potencial”.
Por outro lado, especialistas como Antonio Corrêa de Lacerda, economista da PUC-SP, criticam essa visão. Ele argumenta que a política cambial brasileira é moderna e competitiva, e que o Brasil é um dos dez maiores mercados do mundo em termos de PIB e população. O país, segundo ele, tem uma longa tradição na absorção de investimento estrangeiro direto (IED), sendo o segundo maior receptor global em 2024, atrás apenas dos EUA.
Desafios e Oportunidades
A questão da corrupção e do crime é complexa. Lacerda observa que relatórios de organizações como a Transparência Internacional podem dar uma impressão distorcida, já que o Brasil é uma democracia com uma imprensa livre. Apesar das dificuldades, as grandes empresas continuam a investir no Brasil, que ocupa o 36º lugar no ranking de transparência.
O fluxo de IED global caiu 8% em 2024, mas o Brasil teve uma queda menor, de 5%, totalizando US$ 61 bilhões. O investimento americano, que se concentra em setores como energia e infraestrutura, é considerado de alta qualidade, focando em indústrias complexas. Nos últimos anos, o setor de tecnologia, especialmente data centers, ganhou destaque, representando cerca de 25% do investimento.
Economistas destacam que, apesar das tensões políticas, as relações comerciais entre Brasil e EUA permanecem sólidas. Em 2024, os dois países celebraram 200 anos de relações diplomáticas. Marcelo Toledo, economista-chefe da Bradesco Asset, observa que investidores americanos estão divididos sobre o impacto da guerra tarifária, mas muitos adotam uma postura de “esperar para ver”.
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