Funcionários da OpenAI, uma startup de inteligência artificial, estão tendo dificuldades para fazer doações de ações para caridade. Isso acontece porque a empresa, que começou como uma organização sem fins lucrativos, tem regras rígidas sobre a transferência de ações. Embora os funcionários queiram ajudar instituições de caridade, a OpenAI prioriza o controle de sua estrutura acionária e não tem feito mudanças para facilitar essas doações. A empresa já prometeu que haveria oportunidades para doações após uma oferta de ações no ano passado, mas essa possibilidade foi adiada indefinidamente. Atualmente, muitos funcionários têm suas economias atreladas às ações da empresa, que recentemente foi avaliada em 300 bilhões de dólares, um aumento significativo em relação a anos anteriores. A OpenAI já ofereceu algumas oportunidades de doação no passado, mas os funcionários estão frustrados com a falta de novas opções e com a complexidade da estrutura acionária da empresa.
Funcionários da OpenAI, uma startup de inteligência artificial, enfrentam dificuldades para realizar doações de ações para caridade. A empresa, que foi fundada como uma organização sem fins lucrativos em dois mil e quinze, prioriza o controle de sua estrutura acionária, mesmo diante das promessas de oportunidades futuras.
A avaliação da OpenAI disparou, tornando muitos funcionários milionários em papel. Contudo, quando tentam doar parte de suas ações, encontram restrições. A empresa não tem priorizado essa questão, segundo fontes que pediram anonimato por medo de retaliação. Um porta-voz da OpenAI afirmou que a empresa não está restringindo doações filantrópicas, mas sim praticando uma boa governança.
As doações de ações são uma estratégia importante em startups de alto valor, pois os salários costumam ser modestos. Ao doar ações em vez de dinheiro, os funcionários podem obter benefícios fiscais e evitar impostos sobre ganhos de capital, resultando em doações até quarenta por cento maiores. A OpenAI, que mantém uma estrutura acionária incomum devido à sua origem, oferece unidades de participação nos lucros (PPUs) que não podem ser transferidas sem aprovação da empresa.
Restrições e Expectativas
A questão das doações de ações tem sido discutida em reuniões internas e canais de comunicação da empresa. Apesar das promessas de oportunidades futuras, a OpenAI adiou indefinidamente a possibilidade de doações. Em março, a empresa fechou uma rodada de financiamento de quarenta bilhões de dólares, elevando sua avaliação para trezentos bilhões de dólares, um aumento significativo em relação aos anos anteriores.
A diretora financeira da OpenAI, Sarah Friar, mencionou que a prioridade da empresa era concluir a rodada de financiamento. Após isso, a empresa se concentraria na conversão para uma corporação de benefício público, o que poderia facilitar as doações de ações no futuro. Funcionários expressaram frustração com a falta de clareza sobre as doações, considerando uma oportunidade valiosa tanto para a caridade quanto para benefícios fiscais.
A OpenAI confirmou parcerias com fundos de doação aconselhados por doadores (DAFs) e mencionou que já ofereceu oportunidades de doação em dois mil e vinte e um e dois mil e vinte e dois. No entanto, muitos funcionários ainda se sentem insatisfeitos com a demora e as mudanças nas políticas de doação. A empresa pode ter interesse em manter certos grupos fora de sua estrutura acionária, considerando a diversidade de interesses dos funcionários em relação à segurança da inteligência artificial.
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