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Brasil enfrenta desafios internos enquanto emergentes ganham espaço no mercado global

Brasil enfrenta desafios internos que dificultam sua recuperação, enquanto mercados emergentes começam a atrair capital global.

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A liderança dos Estados Unidos como o principal destino de investimentos globais está sendo desafiada, especialmente devido a sanções e ao aumento da dívida do país. Isso abre oportunidades para mercados emergentes, mas o Brasil ainda enfrenta dificuldades. Gestores da Absolute Investimentos, Felipe Tâmega e João Bragança, destacam que o Brasil tem problemas como inflação alta e uma política fiscal que não ajuda na recuperação econômica. Apesar de alguns setores, como a agricultura, mostrarem crescimento, a inflação está acima do esperado e as expectativas para os próximos anos não são boas. O Banco Central pode manter as taxas de juros altas por mais tempo, mesmo com a desaceleração global. Os gestores também mencionam que as despesas do governo e ações que estimulam o consumo complicam a situação. No exterior, a Absolute Investimentos está investindo em ações fora dos Estados Unidos e em moedas como o euro, enquanto no Brasil, eles têm uma estratégia diversificada em ativos. Tâmega ressalta a importância de reconhecer erros e ajustar estratégias, enquanto Bragança lembra que os ciclos do mercado se repetem.

A hegemonia dos Estados Unidos como principal destino de capital global está sendo desafiada, segundo gestores da Absolute Investimentos. Eles destacam que a nova ordem geopolítica e a crescente dívida americana estão alterando a dinâmica dos mercados emergentes. O Brasil, apesar de seu potencial, enfrenta dificuldades internas que dificultam sua recuperação.

Felipe Tâmega, economista-chefe, e João Bragança, gestor internacional da Absolute, participaram do programa Outliers, do InfoMoney, e afirmaram que a inflação alta e uma política fiscal expansionista mantêm o Brasil em uma posição desfavorável. Bragança observou que, após as sanções à Rússia em 2022, a diversificação de investimentos voltou a ser uma prioridade. “O dinheiro estava praticamente 100% nos Estados Unidos, mas isso começou a mudar”, disse.

Enquanto outros mercados emergentes começam a atrair capital, o Brasil permanece estagnado. Tâmega ressaltou que, embora a atividade econômica tenha mostrado sinais de recuperação, a inflação continua acima do teto da meta. Ele acredita que o Banco Central deve manter os juros elevados por mais tempo, mesmo com a expectativa de cortes em outras partes do mundo.

Desafios Internos

Os gestores da Absolute Investimentos apontam que o problema não se limita às despesas diretas do governo. Ações parafiscais, como o crédito consignado privado, podem aquecer a atividade econômica, dificultando cortes de juros em 2025. Tâmega destacou que o foco do mercado não está nas eleições de 2026, mas nas medidas que estimulam o consumo em um cenário inflacionário.

No exterior, a Absolute Investimentos mantém posições em bolsas fora dos Estados Unidos e em moedas como o euro. Bragança mencionou que estão neutros em commodities e que, no Brasil, a estratégia inclui uma cesta de ativos em vez de um índice. A análise dos gestores enfatiza a importância de reconhecer erros e reavaliar cenários continuamente.

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