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Cemitério privatizado aumenta tarifas para sustentar serviços à população carente

Privatização do mercado funerário no Brasil gera polêmica; João Paulo Oliveira defende modelo que promete serviços gratuitos para os carentes.

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O mercado funerário no Brasil está mudando com a entrada de fundos de investimento e consultorias, o que gera discussões sobre a mercantilização dos serviços e o impacto nos preços. João Paulo Oliveira, da Colina dos Ipês, apoia a privatização, dizendo que isso garante serviços gratuitos para pessoas carentes, mesmo com críticas sobre o aumento de preços. Ele administra cemitérios em Suzano e Guarulhos e menciona que a concessão em Cotia enfrenta resistência. Oliveira compara a situação a rodovias, afirmando que um bom serviço tem um custo. Ele também destaca que sua gestão reduziu o número de funcionários, melhorando a operação. Segundo ele, o Brasil está atrasado em relação a países como os Estados Unidos, onde o mercado funerário é mais livre. A legislação brasileira varia muito, dificultando a expansão do setor, e o licenciamento pode demorar até quinze anos. A pandemia aumentou a demanda por planos funerários, e a lei de 2016 ajudou a profissionalizar o setor, permitindo que a Colina dos Ipês crescesse mais de 20% ao ano na última década.

O mercado funerário brasileiro tem passado por transformações significativas, com a entrada de fundos de investimento e consultorias que promovem a privatização e a concessão de cemitérios. Essa mudança gera debates sobre a mercantilização dos serviços e o impacto nos preços para a classe média.

João Paulo Oliveira, sócio e diretor da Colina dos Ipês, defende a privatização, afirmando que o modelo garante serviços gratuitos para a população carente. Ele destaca que, apesar das críticas sobre o aumento dos preços, a concessão permite oferecer atendimento completo, incluindo caixão e sepultamento, sem custo para os mais necessitados.

Oliveira, que administra cemitérios em Suzano e Guarulhos, observa que a concessão em Cotia enfrenta resistência. Ele compara a situação a rodovias, onde um bom serviço tem um custo. “Não tem como fazer a rodovia funcionar sem alguém estar pagando essa conta”, afirma. O empresário ressalta que a eficiência de sua gestão reduziu o número de funcionários de 70 para 40, melhorando a operação.

Comparação Internacional

O Brasil, segundo Oliveira, está atrasado em relação a outros países, como os Estados Unidos, onde o mercado funerário é mais livre. No Brasil, a legislação varia de cidade para cidade, dificultando a expansão do setor. O empresário menciona que o licenciamento pode levar de um a quinze anos, complicando o planejamento de novos negócios.

A pandemia de Covid-19 também impactou o setor, aumentando a demanda por planos funerários. A profissionalização do segmento, impulsionada pela lei de planos funerários de 2016, permitiu o crescimento de empresas e a consolidação do mercado. Oliveira destaca que a Colina dos Ipês cresceu mais de 20% ao ano na última década, refletindo a evolução do setor.

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