Os Estados Unidos são os líderes em pedidos de patentes no Brasil, com 7 mil solicitações em 2022, representando 28% do total de 25 mil pedidos. O Brasil ocupa o segundo lugar, com 23%, seguido pela China, Alemanha e Suíça. Desde 2017, os EUA têm mantido uma média de 7 a 8 mil pedidos por ano. O presidente do INPI, Júlio César Moreira, destaca que o número de patentes no Brasil tem se mantido estável nos últimos anos e que é necessário melhorar o ambiente regulatório para atrair mais investimentos em pesquisa e desenvolvimento. Para obter uma patente, a empresa deve atuar no Brasil, mas não precisa ter fábricas no país. Muitas patentes são registradas como extensão de pedidos feitos em outros lugares. Fabrizio Panzini, da Amcham Brasil, afirma que as empresas americanas veem o Brasil como um mercado forte, especialmente em setores como saúde e tecnologia. Thiago Peixoto, da Anpei, observa que a capacidade do Brasil de copiar tecnologias faz com que empresas estrangeiras protejam suas inovações aqui.
Os Estados Unidos lideram os pedidos de patentes no Brasil, com uma participação de 28% em 2022. No total, foram sete mil pedidos de um total de 25 mil. Desde 2017, a média anual de pedidos americanos se mantém entre sete mil e oito mil. O Brasil ocupa a segunda posição, com 23%, seguido por China (8%), Alemanha (6%) e Suíça (4%).
O Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI) destaca que o número de patentes no Brasil tem se mantido constante nos últimos oito anos. O presidente do INPI, Júlio César Moreira, ressalta a necessidade de melhorar o ambiente regulatório para atrair mais investimentos em pesquisa e desenvolvimento (P&D). Ele explica que, para obter uma patente, a empresa deve atuar no Brasil, embora não precise ter fábricas no país.
Transferência de Tecnologia
Na área de biotecnologia, muitos produtos, como medicamentos, são importados, mas as patentes garantem proteção no mercado brasileiro. Moreira afirma que quanto mais conhecimento técnico o país possui, maior a chance de ocorrer uma transferência de tecnologia efetiva.
Fabrizio Panzini, diretor de Políticas Públicas da Câmara Americana de Comércio para o Brasil (Amcham Brasil), menciona que as empresas americanas consideram o mercado brasileiro robusto. As parcerias têm se intensificado em setores estratégicos, como saúde, energia e tecnologia industrial.
Thiago Peixoto, diretor de Mercado da Associação Nacional de Pesquisa e Desenvolvimento das Empresas Inovadoras (Anpei), observa que o tamanho do mercado brasileiro e sua capacidade técnica incentivam empresas estrangeiras a protegerem suas inovações. Ele destaca que 70% das transferências de tecnologia ocorrem entre matrizes e subsidiárias.
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