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Franquias brasileiras buscam espaço no promissor mercado americano de US$ 1 trilhão

Franquias brasileiras como Oakberry e IGUi avançam nos EUA, mas enfrentam desafios de adaptação e concorrência acirrada.

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O mercado de franquias nos Estados Unidos está crescendo rapidamente, com vendas próximas a US$ 1 trilhão. Marcas brasileiras, como Oakberry e IGUi, estão se expandindo por lá, mas enfrentam desafios como adaptação ao gosto local e legislação complexa. A Oakberry, que já tem 50 unidades abertas, precisou mudar seu modelo de loja para atender à demanda dos consumidores americanos. A IGUi, que vende piscinas, só começou a ter sucesso nos EUA após dois anos de operação e agora conta com distribuidores em vários estados. Outras marcas, como Chilli Beans e Bibi Calçados, também estão tentando se estabelecer, aprendendo com os erros e ajustando suas estratégias. A Chilli Beans já viu um crescimento significativo em suas lojas, enquanto a Bibi Calçados está focada em fortalecer sua marca antes de abrir mais lojas. Apesar das dificuldades, o mercado americano é visto como uma boa oportunidade para as marcas brasileiras.

O mercado americano de franquias está em ascensão, com vendas próximas a US$ 1 trilhão e previsão de movimentação de US$ 897 bilhões até 2025. Com cerca de 3.500 marcas e 850 mil unidades franqueadas, o cenário é desafiador para as franquias brasileiras que buscam se estabelecer nos Estados Unidos.

Marcas como Oakberry e IGUi estão se expandindo, enfrentando desafios de adaptação e legislação. A Oakberry, maior franquia brasileira nos EUA, já conta com 50 unidades e projeta abrir 70 até dezembro. A marca, que entrou no mercado americano em 2019, adaptou seu modelo de loja para atender à demanda local por açaí no ponto de venda. Leandro Gasparin, head de Operações América do Norte, destaca que a falta de mão de obra e a complexidade da legislação local são obstáculos significativos.

Desafios e Oportunidades

A IGUi, com R$ 2,4 bilhões em faturamento e 1.220 franquias no Brasil e exterior, começou a ver resultados positivos nos EUA apenas nos últimos dois anos. Filipe Sison, fundador da IGUi, enfatiza a importância de ter um parceiro local para navegar pela legislação e nuances do mercado. Atualmente, a empresa conta com distribuidores em Flórida, Nova York, Califórnia e Texas.

A Chilli Beans, que possui 1.400 lojas em 22 países, também está se adaptando. Caíto Maia, fundador da marca, reconhece que os investimentos em quiosques foram inadequados e que a mudança para um formato de loja mais apropriado trouxe resultados. A loja em Miami cresceu 30% em 2024, representando 11% do faturamento bruto da rede.

Expansão Cautelosa

A Bibi Calçados, presente em 60 países, iniciou sua jornada nos EUA em janeiro, com dois pontos de venda em parceria com a State of Kid. A CEO Andrea Kohlrausch planeja expandir para cerca de 100 pontos de venda na Flórida. A estratégia visa fortalecer a marca e introduzir a cultura e sustentabilidade dos produtos Bibi no mercado americano.

A Associação Brasileira de Franchising (ABF) aponta que apenas 2,3% das redes franqueadoras brasileiras estão internacionalizadas. Gustavo Freitas, diretor de Internacionalização de Marcas da ABF, afirma que o mercado americano é receptivo, mas as franquias precisam entender melhor as especificidades locais para competir.

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