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América Latina deve fortalecer financiamento local para atrair investimentos em startups

América Latina atrai US$ 2,85 bilhões em capital de risco, mas enfrenta desafios com aversão ao risco e necessidade de modernização do ecossistema.

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A América Latina está se tornando um lugar importante para investimentos em startups, mas enfrenta desafios como a instabilidade econômica e a aversão ao risco global. Em 2024, a região atraiu US$ 2,85 bilhões em capital de risco, um aumento em relação ao ano anterior, com um ticket médio de US$ 6,6 milhões. A maioria dos investimentos foi em startups em crescimento e em estágios mais avançados, mostrando que o mercado está se tornando mais maduro. No entanto, as startups em estágios iniciais estão enfrentando dificuldades, pois os investidores estão mais seletivos. Para continuar atraindo investimentos, a América Latina precisa melhorar o financiamento local, aumentar a reinvestimento interno e se conectar melhor com mercados globais. Além disso, é importante que as startups adotem práticas de sustentabilidade e que haja mais saídas de investimentos na região, já que o número de vendas de startups ainda é baixo em comparação com outras partes do mundo. O Brasil lidera em número de startups, mas o México está crescendo rapidamente. O ambiente de investimento deve continuar a melhorar, com mais participação de fundos internacionais e novas oportunidades de negócios.

A América Latina registrou um aumento significativo no capital de risco em 2024, alcançando US$ 2,85 bilhões, um crescimento de 26% em relação ao ano anterior. O ticket médio subiu de US$ 5,1 milhões para US$ 6,6 milhões, refletindo um mercado mais maduro e focado em rodadas de Growth e Late Stage.

O cenário, no entanto, não é isento de desafios. A guerra comercial entre Estados Unidos e China tem gerado uma maior aversão ao risco, o que pode redirecionar investimentos para mercados mais seguros. Alfredo Castellanos, sócio-gerente da Glisco Partners, destacou que a região precisa fortalecer o financiamento local e promover a reinversão interna para manter sua atratividade.

A resiliência da América Latina é notável, impulsionada por uma demografia jovem e o crescimento do consumo digital. Contudo, a região deve adotar práticas comuns em ecossistemas mais desenvolvidos, como os dos Estados Unidos e Europa, para sustentar o interesse de investidores globais. Iris Parra, cofundadora da Enlaza, enfatizou a importância de integrar a região a ecossistemas globais e aumentar a participação de fundos internacionais.

Em 2023, apenas 18% das transações na América Latina contaram com coinvestimento de fundos globais, em comparação com 45% no sudeste asiático. A modernização das estruturas de investimento é crucial, com a adoção de modelos mais flexíveis e a especialização em áreas como climate tech e fintech infrastructure.

A falta de liquidez é um dos principais obstáculos, com apenas 22 saídas relevantes de startups na América Latina em 2023, em contraste com 85 no sudeste asiático e mais de 250 na Europa. A adoção de métricas ESG (ambientais, sociais e de governança) também é fundamental, já que 70% dos investidores institucionais priorizam esses critérios.

O Brasil continua liderando o mercado, com o maior número de startups ativas, enquanto o México se destaca em capital captado. A Glisco Partners observa que o aumento da participação de fundos internacionais e o dinamismo nas rodadas avançadas indicam um ambiente favorável para o crescimento em 2025. Cerca de 65% do capital levantado em 2024 foi destinado a rodadas de Growth e Late Stage, evidenciando a preferência por modelos de negócios comprovados.

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