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China registra queda nas emissões de CO₂ impulsionada por energias renováveis

Em 2025, China registra queda de 1,6% nas emissões de CO₂, impulsionada por energias renováveis, apesar do aumento na demanda energética.

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As emissões de dióxido de carbono (CO₂) da China caíram 1,6% no primeiro trimestre de 2025, pela primeira vez devido ao aumento da capacidade de energias renováveis, mesmo com a demanda energética crescendo. Essa redução é considerada um avanço, embora ainda pequena e sem garantia de continuidade. O estudo que revelou essa informação destaca que a nova energia eólica, solar e nuclear ajudou a diminuir a dependência do carvão. Historicamente, as quedas anteriores nas emissões estavam ligadas a crises econômicas ou pandemias. Atualmente, a China é responsável por 30% das emissões globais de gases de efeito estufa, mas também lidera em energias renováveis, com 57% de sua capacidade instalada vindo dessas fontes. O governo chinês planeja atingir o pico de emissões até 2030, e há sinais de que isso pode acontecer antes. A construção de usinas nucleares está aumentando, e o uso de veículos elétricos está crescendo rapidamente. O país está implementando medidas para reduzir as emissões em setores industriais e aumentando o financiamento verde. A tendência de queda nas emissões dependerá de como o governo lidará com desafios econômicos e externos. Se a redução continuar, isso pode ter um impacto positivo globalmente.

As emissões de dióxido de carbono (CO₂) da China, maior emissor global, caíram 1,6% no primeiro trimestre de 2025, marcando a primeira redução ligada ao aumento da capacidade de energias renováveis. O crescimento na demanda energética não impediu essa queda, conforme estudo da Carbon Brief.

O analista Lauri Myllyvirta destaca que a nova capacidade de energia eólica, solar e nuclear foi suficiente para reduzir a dependência do carvão. Anteriormente, as quedas nas emissões estavam ligadas a crises econômicas ou pandemias, mas agora ocorre sem desaceleração da demanda.

A China representa 30% das emissões globais de gases de efeito estufa e 90% do crescimento das emissões de CO₂ desde 2015. Apesar disso, o país se tornou líder em energias renováveis, com a construção de capacidade eólica e solar superior ao resto do mundo. As autoridades chinesas esperam atingir o pico de emissões em 2030, com alguns analistas sugerindo que isso pode ocorrer antes.

Crescimento das Energias Renováveis

As energias renováveis já representam 57% da capacidade instalada total na China, com 89% da nova capacidade no primeiro trimestre sendo de fontes renováveis. A construção de usinas nucleares também está em aceleração, com novos projetos aprovados, parte da estratégia de descarbonização.

O governo chinês não se manifestou sobre a possibilidade de atingir o pico de emissões antes do previsto. A diretora do Departamento de Reforma Legal e Institucional da Administração Nacional de Energia, Song Wen, afirmou que o país ainda enfrenta desafios para alcançar a neutralidade de emissões até 2060.

O aumento do consumo de petróleo deve ocorrer em 2027, três anos antes do esperado, impulsionado pela crescente adoção de veículos elétricos. O diretor do Green Finance & Development Center, Christoph Nedopil Wang, observa que a relação entre crescimento econômico e poluição continua complexa, mas a política climática da China está se tornando mais estruturada e proativa.

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