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Organização Mundial de Saúde Animal identifica foco de gripe aviária em Montenegro (RS)

A OMSA reclassifica surto de influenza aviária no Brasil, agora restrito a Montenegro (RS), mas embargos ainda afetam exportações de frango.

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A Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA) atualizou sua avaliação sobre o surto de influenza aviária no Brasil, informando que o problema está restrito ao município de Montenegro, no Rio Grande do Sul. Essa mudança, feita na última sexta-feira, altera a classificação de “evento nacional” para “evento em zona”. A OMSA recomenda que produtos de uma área de 10 km ao redor do foco não sejam comprados. A decisão foi baseada nas medidas de controle adotadas pelo governo brasileiro, e não foram encontradas mutações relevantes do vírus. Atualmente, 12 investigações estão em andamento no Brasil, e um caso em Santa Catarina foi descartado. Desde o início das ações de controle em Montenegro, mais de 8 mil aves foram eliminadas. Apesar da regionalização do surto, 46 países ainda mantêm embargos às importações de frango brasileiro, incluindo 27 países da União Europeia e outros como China e Coreia do Sul, que juntos representam 45% das exportações de frango do Brasil. Além disso, 20 milhões de ovos férteis foram destruídos, afetando cerca de 5% da exportação anual. A empresa Seara, do Grupo JBS, abateu mais de 67 mil frangos em uma granja próxima ao foco da doença. A OMSA não impõe obrigações comerciais, mas sua avaliação pode ajudar a revisar as restrições comerciais que impactam a competitividade do setor avícola no Brasil.

A Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA) atualizou sua avaliação sobre o surto de influenza aviária no Brasil, reconhecendo que o problema está restrito ao município de Montenegro, no Rio Grande do Sul. A mudança foi registrada na última sexta-feira (23) e altera a classificação de “evento nacional” para “evento em zona”. A OMSA recomenda que produtos da área em um raio de 10 km do foco não sejam adquiridos.

A decisão da OMSA foi baseada nas medidas de controle implementadas pelo governo brasileiro. O relatório da organização destaca que nenhuma mutação relevante de resistência antiviral foi identificada. As amostras analisadas mostram alta semelhança com cepas previamente isoladas em aves silvestres na América do Sul.

Atualmente, 12 investigações estão em andamento no Brasil para verificar a presença do vírus. Um caso em Santa Catarina foi descartado. Desde o início das ações de saneamento em Montenegro, em 16 de maio, até 21 de maio, foram eliminadas 8.747 aves, das quais 7.389 apresentavam sintomas da doença.

Impacto nas Exportações

Apesar da regionalização do surto, 46 países ainda mantêm embargos às importações de frango brasileiro. Entre eles estão 27 países da União Europeia, além de China, México e Coreia do Sul. Esses países representam 45% do volume de frango exportado pelo Brasil, que em abril enviou 210 mil toneladas para esses mercados.

As medidas de contenção também resultaram na destruição de 20 milhões de ovos férteis, representando cerca de 5% da exportação anual. A Seara, do Grupo JBS, abateu 67,1 mil frangos em uma granja próxima ao foco, seguindo normas de segurança e supervisão do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa).

A OMSA, embora não imponha obrigações comerciais, influencia as decisões dos países sobre embargos. A nova avaliação pode acelerar a revisão das restrições comerciais, que ainda afetam a competitividade do setor avícola brasileiro.

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