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CVM rejeita acordo de R$ 21,2 milhões em caso de fraude do Banco Master

CVM rejeita proposta de acordo de R$ 21,2 milhões de Daniel Vorcaro e Banco Master, mantendo investigação por fraudes no mercado de capitais.

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A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) adiou mais uma vez a decisão sobre um acordo proposto por Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, que está sendo investigado por fraudes no mercado de capitais desde 2021. O colegiado rejeitou a proposta de pagamento de R$ 21,2 milhões, que incluía R$ 5,9 milhões para o banco e R$ 3 milhões para Vorcaro. O caso envolve a emissão de cotas do fundo imobiliário Brazil Realty, onde foram identificadas irregularidades na compra e venda das cotas. A CVM já havia negado outras propostas de acordo anteriormente, e a situação continua sem resolução. O diretor Otto Lobo, que relata o caso, e outros diretores pediram mais tempo para análise, enquanto a área técnica da CVM já havia dado sinal positivo para o acordo. O processo está em andamento desde 2018, quando o fundo tentou captar R$ 250 milhões, mas houve problemas na comprovação de algumas transações. Além disso, a CVM identificou irregularidades em negociações no mercado secundário e apresentou acusações a várias pessoas e empresas envolvidas.

BRASÍLIA – A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) adiou novamente a decisão sobre um acordo proposto por Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master, em um caso de suposta fraude no mercado de capitais. O colegiado rejeitou a proposta, que incluía o pagamento de R$ 21,2 milhões.

Durante a reunião, o presidente da CVM, João Pedro Nascimento, e a diretora Marina Copola votaram pela rejeição do acordo, enquanto o diretor João Accioly pediu mais tempo para análise. O relator do caso, Otto Lobo, não teve oportunidade de se manifestar. O caso está sob investigação desde 2021 e envolve a emissão de cotas do fundo imobiliário Brazil Realty.

A proposta de acordo foi a quinta apresentada e, apesar de ter recebido sinal positivo do Comitê de Termos e Compromisso, foi rejeitada pelo colegiado. Fontes indicam que os termos incluíam R$ 2 milhões em indenizações. A CVM identificou irregularidades na emissão de cotas, incluindo a falta de comprovantes de subscrições no valor de R$ 2,65 milhões.

Além disso, a CVM apurou que a Milo Investimentos, ligada a Henrique Moura Vorcaro, pai de Daniel Vorcaro, adquiriu R$ 70 milhões em cotas usando um imóvel sobrevalorizado em R$ 56 milhões. O laudo de avaliação do imóvel apresentava irregularidades, como falta de assinatura e ausência de comprovação de pagamento.

O colegiado da CVM também identificou problemas no mercado secundário, onde as cotas foram revendidas, resultando em retornos financeiros irregulares. A área técnica ofereceu acusações a mais de duas dezenas de pessoas físicas e jurídicas por infrações a normas da CVM. Metade dos acusados, incluindo Vorcaro e seu pai, tentou acordos que foram rejeitados anteriormente.

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