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IPCA-15 apresenta desaceleração e surpreende com taxa abaixo das expectativas para maio

Inflação desacelera para 0,36% em maio, mas permanece acima da meta. Selic sobe para 14,75% para conter pressões inflacionárias.

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O IPCA-15, que mede a inflação no Brasil, caiu para 0,36% em maio, após ter sido 0,43% em abril. Essa queda foi menor do que a expectativa do mercado, que era de 0,44%. No acumulado de 12 meses, a inflação chegou a 5,40%, ainda acima da meta de 4,5% do Banco Central. Para tentar controlar a inflação, a taxa Selic foi elevada para 14,75%, o maior nível em quase 20 anos. Apesar da desaceleração, analistas alertam que a inflação ainda pode continuar alta, especialmente devido a um mercado de trabalho forte e vendas no varejo elevadas. O resultado oficial do IPCA de maio será divulgado em 10 de junho.

A inflação medida pelo IPCA-15 desacelerou para 0,36% em maio, conforme dados do IBGE divulgados nesta terça-feira (27). O índice, que havia registrado 0,43% em abril, ficou abaixo da expectativa do mercado, que previa uma variação de 0,44%. Com esse resultado, o IPCA-15 acumula alta de 5,40% em 12 meses, ainda acima da meta de 4,5% estabelecida pelo Banco Central.

O índice IPCA-15 é uma prévia do IPCA, que é o indicador oficial da inflação no Brasil. A coleta de preços para o IPCA-15 ocorre entre a segunda metade do mês anterior e a primeira metade do mês de referência. Para maio, os dados foram coletados de 15 de abril a 15 de maio. O resultado do IPCA referente a maio será divulgado em 10 de junho.

Expectativas do Mercado

Analistas destacam que a desaceleração da inflação é um sinal positivo, especialmente em relação aos preços dos alimentos, que tiveram quedas significativas. No entanto, a inflação acumulada em 12 meses ainda preocupa, com a previsão de que o IPCA atinja 5,5% em 2025, conforme o boletim Focus do Banco Central.

Para conter a inflação, a Selic foi elevada para 14,75%, o maior nível em quase duas décadas. Essa medida visa esfriar a demanda e controlar a pressão sobre os preços. Contudo, o aumento da taxa de juros pode impactar a atividade econômica, tornando o crédito mais caro.

Luis Otávio Leal, economista-chefe da G5 Partners, observa que, apesar do resultado encorajador, a inflação ainda está em um processo de aceleração. A combinação de um mercado de trabalho aquecido e vendas no varejo elevadas sugere que a pressão inflacionária pode persistir nos próximos meses.

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