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Morgan Stanley rebaixa ações da CSN Mineração e reduz preço-alvo para R$ 5,30

Morgan Stanley rebaixa ações da CSN Mineração, reduzindo preço-alvo e projetando fluxo de caixa livre negativo até 2027.

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O Morgan Stanley rebaixou a recomendação das ações da CSN Mineração, passando de neutra para venda, e reduziu o preço-alvo de R$ 6,20 para R$ 5,30. A empresa enfrenta dificuldades com a mina Itabirito P15, que teve seu início de operação adiado para 2027. Os analistas alertam que há um risco crescente de que o projeto não seja concluído a tempo e dentro do orçamento, o que pode afetar os resultados da empresa. Além disso, a CSN Mineração tem contratos de pré-pagamento que dificultam a conversão do lucro em fluxo de caixa livre, resultando em uma projeção de fluxo de caixa negativo de 9% entre 2025 e 2027. As novas estimativas indicam uma queda no EBITDA e no lucro por ação nos próximos anos. O Morgan Stanley também prevê uma redução nos preços do minério de ferro, devido a um superávit no mercado, especialmente com a menor demanda da China e o aumento da oferta.

A CSN Mineração (CMIN3) enfrenta dificuldades em seu plano de expansão, especialmente com o atraso na mina Itabirito P15, que deveria iniciar operações em 2023. O Morgan Stanley rebaixou a recomendação das ações da empresa de equal-weight para underweight, reduzindo o preço-alvo de R$ 6,20 para R$ 5,30.

O rebaixamento reflete o alto risco de execução do projeto Itabirito P15, que deve adicionar 16,5 milhões de toneladas de minério de ferro por ano. O início das operações foi adiado por quatro anos, passando para o quarto trimestre de 2027. Analistas alertam que o projeto pode não ser entregue dentro do prazo e orçamento, impactando os resultados da empresa.

Além disso, a CSN Mineração enfrenta desafios relacionados ao fluxo de caixa. A empresa possui sete contratos de pré-pagamento, totalizando 55,1 milhões de toneladas a serem entregues até o final de 2029, com pré-pagamentos de US$ 2,4 bilhões. Esses contratos garantem liquidez imediata, mas dificultam a conversão do EBITDA em fluxo de caixa livre.

Projeções Financeiras

O Morgan Stanley projeta um fluxo de caixa livre negativo de 9% entre 2025 e 2027, assumindo que não haja novos acordos de pré-pagamento. As novas estimativas indicam um EBITDA de R$ 1,63 bilhão para o segundo trimestre de 2025, uma queda de 3,8% em relação à previsão anterior. Para 2026, a projeção é de R$ 7 bilhões, uma redução de 15,5%.

A equipe de commodities do Morgan Stanley também prevê que o preço do minério de ferro ficará em média em US$ 100 por tonelada em 2025 e US$ 95 em 2026. Essa redução é atribuída a um superávit esperado no mercado transoceânico, que deve alcançar 62 milhões de toneladas em 2025. A expectativa é que a demanda, especialmente da China, diminua, enquanto a oferta aumente.

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