A Comissão de Assuntos Econômicos do Senado convidou o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, para explicar as mudanças no Imposto sobre Operações Financeiras, que aumentou as taxas para operações com cartões no exterior e compra de moeda em espécie. O governo espera arrecadar R$ 20 bilhões em 2025 e o dobro no ano seguinte. Não há data definida para a presença de Haddad na comissão. Desde o anúncio, deputados da oposição apresentaram propostas para suspender as novas cobranças. A reação ao aumento foi forte, com mais de 20 projetos no Congresso para revogar a medida. O presidente do Senado recebeu queixas de empresários e do setor financeiro. A Fazenda já retirou o aumento sobre investimentos no exterior, mas a pressão continua. Haddad se reunirá com senadores e representantes do setor financeiro para discutir as consequências do aumento do imposto, com o líder do governo no Senado organizando o encontro.
A Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado aprovou um convite para que o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, explique as recentes alterações no Imposto sobre Operações Financeiras (IOF). As mudanças, anunciadas na última quinta-feira, aumentaram a alíquota do IOF para operações com cartões no exterior de 3,38% para 3,50% e para a aquisição de moeda em espécie de 1,10% para 3,50%. O governo visa arrecadar R$ 20 bilhões em 2025 e o dobro no ano seguinte.
Ainda não há data definida para o comparecimento de Haddad à comissão. Desde o anúncio, propostas para suspender as novas cobranças foram protocoladas por deputados de partidos da oposição, incluindo PP, União e MDB. O ministro, em entrevista ao GLOBO, afirmou que o decreto foi discutido na mesa do presidente e que cabe a Lula convocar os ministros relevantes para o assunto.
Reações e Desdobramentos
A reação ao aumento do IOF foi intensa, com a apresentação de pelo menos 20 projetos de decreto legislativo no Congresso para revogar a medida. O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, recebeu relatos de descontentamento, especialmente entre empresários e representantes do setor financeiro. A Fazenda já recuou parcialmente, retirando o aumento sobre investimentos no exterior, mas a pressão persiste.
Haddad se reunirá com senadores e representantes do setor financeiro para discutir as implicações fiscais do aumento do imposto. O líder do governo no Senado, Jaques Wagner, está articulando o encontro, que busca esclarecer a proposta e mitigar a insatisfação crescente. A expectativa é que novas informações surjam após essa reunião, enquanto o governo tenta conter a articulação de projetos que visam anular o decreto.
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