A Azul Linhas Aéreas pediu recuperação judicial nos Estados Unidos, usando o Chapter 11, para reestruturar US$ 1,6 bilhão em dívidas e eliminar mais de US$ 2 bilhões em obrigações financeiras. A empresa, que já enfrentava problemas financeiros, conta com o apoio de credores como United Airlines e American Airlines. O CEO, John Rodgerson, afirmou que essa medida é importante para a transformação do negócio e que as operações continuarão normalmente durante o processo. O Chapter 11 permitirá que a Azul suspenda o pagamento das dívidas enquanto elabora um plano de reestruturação. A companhia já tem acordos com credores, incluindo a AerCap, que vai perdoar quase US$ 1 bilhão em dívidas. As ações da Azul caíram 2,8%, e a empresa será retirada dos índices acionários. A Azul planeja reduzir sua frota em 35% e revisar suas metas de crescimento, buscando melhorar sua situação financeira. O processo de recuperação deve durar de seis a nove meses, e a empresa espera que as mudanças ajudem a estabilizar suas finanças.
A Azul Linhas Aéreas anunciou, nesta quarta-feira (28), que protocolou um pedido de recuperação judicial nos Estados Unidos, utilizando o Chapter 11. A medida visa reestruturar US$ 1,6 bilhão em financiamento e eliminar mais de US$ 2 bilhões em dívidas, em meio a uma crise financeira que se agravou devido à pandemia e problemas na cadeia de suprimentos.
A companhia, que já enfrentava dificuldades financeiras, conta com o apoio de credores, incluindo United Airlines e American Airlines. O CEO da Azul, John Rodgerson, destacou que a recuperação judicial é um passo significativo para a transformação do negócio, permitindo que a empresa continue operando normalmente durante o processo.
Detalhes do Pedido
O Chapter 11 permitirá que a Azul suspenda a execução de dívidas enquanto elabora um plano de reestruturação. A empresa já possui acordos com credores, incluindo a AerCap, que concordou em perdoar quase US$ 1 bilhão em dívidas acumuladas. Rodgerson atribuiu a situação da companhia a fatores como a desvalorização do real e custos elevados de operação.
As ações da Azul caíram 2,8%, fechando a R$ 1,03, e a B3 anunciou que a empresa será retirada de todos os índices acionários a partir do fechamento do mercado de quinta-feira (29). Apesar da recuperação judicial, a companhia reafirmou que suas operações no Brasil continuarão normalmente, garantindo o pagamento da tripulação e benefícios aos funcionários.
Impactos e Expectativas
A Azul planeja uma redução de 35% na frota futura e uma revisão de suas metas de crescimento, que agora são de 3,8% ao ano. A expectativa é que a reestruturação leve a uma alavancagem reduzida, passando de 5,1 vezes para 3 vezes até 2026. A companhia busca, assim, aumentar sua resiliência e se adaptar a um mercado aéreo em constante mudança.
O processo de recuperação judicial deve durar entre seis a nove meses, e a Azul espera que as mudanças estratégicas ajudem a estabilizar suas finanças e recuperar a confiança de investidores e clientes.
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