Em Alta Copa do Mundo NotíciasAcontecimentos internacionaisPessoasPolíticaConflitos

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Fundo soberano da Noruega alerta sobre riscos climáticos e revisa estratégia de investimentos

Fundo soberano da Noruega alerta que mudanças climáticas podem reduzir em 19% o valor de suas ações nos EUA. Pressão por ações mais firmes aumenta.

0:00
Carregando...
0:00

O fundo soberano da Noruega, que administra US$ 1,8 trilhão, alertou que as mudanças climáticas podem reduzir em 19% o valor das ações norte-americanas em sua carteira. Carine Smith Ihenacho, diretora do fundo, defende uma abordagem moderada em relação às ações climáticas, apesar da pressão por medidas mais agressivas. O fundo tem buscado incentivar empresas a adotarem metas de redução de emissões, mas críticos afirmam que deveria usar seu poder de voto de forma mais firme. No ano passado, o fundo apoiou apenas 34% das propostas de acionistas sobre sustentabilidade, uma queda em relação a anos anteriores. A revisão da estratégia climática deste ano não deve resultar em mudanças drásticas, e a diretora enfatiza que soluções políticas são necessárias para enfrentar a crise climática.

O fundo soberano da Noruega, gerido pelo Norges Bank Investment Management (NBIM), possui US$ 1,8 trilhão em ativos provenientes de receitas de petróleo. Recentemente, o NBIM alertou que as mudanças climáticas podem reduzir em 19% o valor das ações norte-americanas em sua carteira. A diretora Carine Smith Ihenacho enfatiza a necessidade de uma abordagem moderada, apesar das pressões por ações mais contundentes.

Durante um evento em Londres, Ihenacho foi questionada sobre a possibilidade de o fundo utilizar seu poder financeiro de forma mais agressiva em prol de ações climáticas. Ela destacou que isso poderia ultrapassar o mandato do NBIM, que visa obter o maior retorno possível com risco razoável e baixo custo, além de ser um proprietário responsável. O mandato foi revisado em 2022, incluindo um objetivo de longo prazo para que as empresas do portfólio operem com emissões líquidas zero.

O fundo tem buscado esse objetivo principalmente por meio de diálogos com as empresas investidas. Atualmente, 74% das emissões financiadas pela carteira do NBIM estão cobertas por metas de zero emissões líquidas, um aumento em relação aos 43% de 2021. Ihenacho afirmou que é difícil determinar se o fundo teve um papel decisivo nesse aumento, mas ressaltou que estão fazendo o possível para incentivar as empresas.

Críticas e Desafios

Críticos argumentam que o NBIM deveria ser mais assertivo em seu voto em questões climáticas. A diretora do grupo norueguês Future in our Hands, Anja Bakken Riise, afirmou que a falta de apoio do fundo a resoluções climáticas compromete seu papel como gestor de finanças sustentáveis. Em 2022, o NBIM apoiou apenas 34% das propostas de acionistas relacionadas à sustentabilidade, uma queda em relação aos 52% em 2018.

A abordagem do fundo em relação à exclusão de investimentos também é considerada moderada, com apenas 28 empresas banidas por razões ambientais. Essas exclusões resultaram em um ganho marginal de 0,02 ponto percentual ao ano no desempenho da carteira. A revisão da estratégia climática deste ano não deve resultar em mudanças drásticas, mesmo diante dos riscos climáticos identificados.

Ihenacho defende que o fundo prefere engajar-se com as empresas em vez de desinvestir. Ela argumenta que soluções políticas são necessárias, pois os investidores sozinhos não resolverão a crise climática. Recentemente, uma assembleia cidadã na Noruega concluiu que o país deve assumir um papel mais ativo no combate às mudanças climáticas, incluindo investimentos sustentáveis, mesmo que isso envolva mais riscos.

Relacionados:

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais