Getty Images está processando a Stability AI, afirmando que a startup usou 12 milhões de imagens com direitos autorais para treinar seu modelo de IA, o Stable Diffusion, sem autorização. O CEO da Getty, Craig Peters, disse que a empresa está gastando milhões em processos judiciais e considera essa prática uma competição desleal. Ele argumenta que empresas de IA estão se beneficiando de material protegido por direitos autorais, prejudicando os criadores de conteúdo. A Stability AI nega as acusações e defende que seu uso de imagens se encaixa na doutrina de “uso justo”, que permite o uso limitado de material protegido em certas circunstâncias. A Getty está processando a Stability AI nos EUA e no Reino Unido, mas Peters reconhece que os custos dos litígios são altos e que a empresa não pode processar todas as infrações que ocorrem. A disputa legal está marcada para um julgamento inicial em 9 de junho.
Getty Images está investindo milhões de dólares em um processo judicial contra a Stability AI, alegando que a startup utilizou doze milhões de imagens protegidas por direitos autorais para treinar seu modelo de inteligência artificial, o Stable Diffusion, sem autorização. O CEO da Getty, Craig Peters, afirmou que essa prática configura competição desleal.
Peters declarou em entrevista que empresas como a Stability AI estão se apropriando de material protegido para desenvolver modelos de IA com fins comerciais. Ele criticou a justificativa de inovação usada por essas empresas, afirmando que isso representa roubo e não competição justa. Getty está processando a Stability AI tanto no Reino Unido quanto nos Estados Unidos, buscando compensação pelos danos causados aos criadores de conteúdo.
A Stability AI, por sua vez, contesta as alegações e defende que seu uso de material protegido se enquadra na doutrina de “uso justo”, que permite a utilização limitada de obras sob certas circunstâncias. A empresa reconhece que algumas imagens da Getty foram usadas, mas nega qualquer responsabilidade pelas acusações.
Desdobramentos do Caso
Peters ressaltou que o processo é extraordinariamente caro, e que mesmo uma empresa como a Getty não consegue perseguir todas as infrações que ocorrem semanalmente. Ele mencionou que a batalha legal é complexa, envolvendo múltiplas jurisdições e custos elevados com diligência. O caso está agendado para um julgamento inicial em nove de junho.
A disputa ocorre em um contexto onde startups de tecnologia, como OpenAI e Anthropic, estão sendo criticadas por suas práticas de uso de dados, levantando preocupações sobre direitos autorais. A Getty, ao focar na Stability AI, busca um precedente que possa impactar a indústria de IA como um todo.
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