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Governo Lula prevê R$ 8,44 bilhões com resgate de fundos privados em 2025

Governo Lula resgata R$ 8,44 bilhões de fundos privados para o Orçamento de 2025, mas economistas alertam para riscos fiscais futuros.

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O governo de Luiz Inácio Lula da Silva anunciou que vai usar R$ 8,44 bilhões de recursos parados em fundos privados para ajudar a melhorar a situação fiscal em 2025. Essa medida já estava sendo discutida pela equipe econômica e vai reduzir o congelamento orçamentário necessário para cumprir as regras fiscais. A maior parte do dinheiro virá do Fundo de Garantia de Operações (FGO), que tem recursos não utilizados, e também do Fundo de Garantia de Operações de Crédito Educativo (Fgeduc). Economistas alertam que essa solução não é duradoura e pode levar a novas medidas de ajuste no futuro, já que o governo depende de receitas não recorrentes para atingir suas metas fiscais. Além disso, o governo também aumentou o IOF para arrecadar mais dinheiro, mas isso gerou um recuo em algumas medidas.

O governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) anunciou a inclusão de R$ 8,44 bilhões no Orçamento de 2025, provenientes do resgate de recursos parados em fundos privados. Essa medida visa melhorar a situação fiscal e reduzir o congelamento orçamentário, que poderia chegar a R$ 31,3 bilhões sem essa ação.

A maior parte dos recursos, R$ 4,929 bilhões, virá do Fundo de Garantia de Operações (FGO). Este fundo, que recebeu R$ 44 bilhões nos últimos anos, tem parte de seus recursos ociosos. Em março, apenas R$ 29 bilhões estavam comprometidos, e o governo estima que cerca de R$ 4,5 bilhões estão parados, especialmente destinados ao Rio Grande do Sul.

Além disso, o governo planeja resgatar R$ 3,4 bilhões do Fundo de Garantia de Operações de Crédito Educativo (Fgeduc), que já se aproxima do limite de cobertura. O Fgeduc, administrado pela Caixa, deve realizar apenas desembolsos residuais no futuro. A Caixa confirmou que iniciou os procedimentos para vender títulos públicos do fundo, mas não informou um prazo para a conclusão.

Análise Econômica

Economistas veem a medida com cautela, pois o resgate de recursos não representa um esforço fiscal duradouro. O economista Jeferson Bittencourt destacou que essa ação é uma evidência das dificuldades do governo em cumprir as metas fiscais. Sem o resgate e o aumento do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), o congelamento de despesas poderia ser de R$ 60 bilhões.

O governo também recebeu R$ 111,6 milhões do Fundo Garantidor para Investimentos (FGI), que foram destinados a operações de apoio a empresas no Rio Grande do Sul. O repasse foi feito em 22 de maio e segue as previsões legais. A equipe econômica espera que essas medidas ajudem a alcançar a meta fiscal, mas a dependência de receitas não recorrentes levanta preocupações sobre a sustentabilidade fiscal a longo prazo.

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