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China registra recorde de exportações de aço e provoca reações protecionistas globais

Governo brasileiro renova proteção à indústria siderúrgica por 12 meses, enquanto importações de aço aumentam 27,5% em 2024.

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O governo brasileiro decidiu renovar por mais 12 meses um sistema de proteção à indústria siderúrgica, que já incluía 19 produtos e agora adiciona quatro novos itens para controlar as importações. Enquanto a cota de importação não for atingida, os produtos siderúrgicos entram no país com impostos que variam de 9% a 16%. Se a cota for excedida, a tarifa sobe para 25%. Essa medida foi tomada em resposta ao aumento de 27,5% nas importações de aço no Brasil no primeiro quadrimestre de 2024, totalizando 2,2 milhões de toneladas. A indústria local tem criticado a eficácia desse sistema, pedindo uma abordagem mais rigorosa, semelhante à adotada por países como os Estados Unidos. Além disso, as importações de aço do Egito também têm crescido, preocupando os representantes do setor.

O governo brasileiro anunciou, na terça-feira (27), a renovação por 12 meses do sistema de proteção à indústria siderúrgica nacional. A medida inclui quatro novos produtos para conter o aumento das importações, que cresceram 27,5% no primeiro quadrimestre de 2024, totalizando 2,2 milhões de toneladas.

A Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) destacou que as exportações de aço da China atingiram um recorde de 118 milhões de toneladas em 2024, levando a um aumento significativo nas investigações antidumping. O Brasil, que não registrou crescimento na capacidade produtiva entre 2020 e 2024, adotou medidas para proteger seu mercado, incluindo tarifas e investigações.

O novo sistema de proteção permite que produtos siderúrgicos entrem no Brasil com tarifas de 9% a 16% até que a cota de importação seja atingida. Caso contrário, a tarifa de 25% será aplicada. O governo manteve a exclusão de importações de países com acordos comerciais, o que gerou críticas do setor.

Os novos produtos, que incluem laminados a quente e galvanizados, foram identificados como “NCMs de fuga”, usados para contornar as tarifas. A indústria siderúrgica nacional expressou preocupações sobre a eficácia do sistema, sugerindo que a inclusão de todos os produtos na tarifa de 25% seria mais eficaz, como feito em outras regiões.

Analistas do BTG Pactual manifestaram dúvidas sobre a capacidade do novo sistema de conter as importações. O aumento das importações de aço do Egito, que se tornou a quarta maior fonte de produtos siderúrgicos no Brasil, também preocupa o setor. As ações de siderúrgicas como CSN e Usiminas caíram no mercado, refletindo a pressão das importações.

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