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Anac suspende voos da Voepass após falhas estruturais em aeronaves serem identificadas

Voepass enfrenta crise após falhas em aeronaves e suspensão de voos pela Anac, enquanto busca recuperação judicial e reavaliação de segurança.

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A Voepass teve seus voos suspensos pela Anac em março de 2024 devido a problemas sérios em suas aeronaves, como deformações e danos que afetam a segurança. Laudos de inspeção mostraram cinco falhas em quatro aviões, levando a Anac a abrir 15 processos administrativos contra a empresa e a pedir a suspensão de seu Certificado de Operador Aéreo. A Voepass, que pediu recuperação judicial, afirma que sempre priorizou a segurança. A Anac identificou falhas que podem afetar o desempenho das aeronaves e destacou que a empresa não estava monitorando adequadamente os danos. Desde a suspensão, a Voepass não opera e tenta recuperar seu certificado, enquanto a Anac afirma que a empresa não garantiu que problemas seriam resolvidos antes de afetar a segurança.

A Voepass teve seus voos suspensos pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) desde 11 de março de 2024 devido a falhas estruturais em suas aeronaves. A medida foi tomada após a identificação de problemas que comprometiam a segurança dos voos, como deformações na fuselagem e danos na carenagem.

Laudos de inspeção revelaram cinco falhas em quatro aeronaves, levando a Anac a abrir quinze processos administrativos contra a companhia. A Anac solicitou a suspensão do Certificado de Operador Aéreo da Voepass, que recentemente entrou com um pedido de recuperação judicial. A empresa, por sua vez, defende a segurança de suas operações.

A Anac destacou que as falhas podem afetar diretamente o desempenho das aeronaves e causar riscos durante o voo. A chamada “Operação Assistida” foi iniciada após um acidente em 9 de agosto de 2024, que resultou na morte de sessenta e duas pessoas. As auditorias revelaram uma perda de confiabilidade nos mecanismos internos de detecção de problemas da Voepass.

Detalhes das Falhas

As inspeções ocorreram em duas etapas: a primeira entre agosto e setembro de 2024 e a segunda entre janeiro e fevereiro de 2025. Durante as verificações, foram identificadas falhas como:

1. Deformação na fuselagem em Ribeirão Preto, não detectada inicialmente.

2. Danos na carenagem da porta de carga em Congonhas, com manutenção registrada de forma inadequada.

3. Trincas na junção da asa e fuselagem em Ribeirão Preto, com nova peça instalada apresentando danos.

4. Descolamento de fita na asa esquerda em Recife, sem registro.

5. Dano na fuselagem em Guarulhos, sem monitoramento técnico.

A Anac concluiu que a ausência de registros e monitoramento técnico impossibilita a rastreabilidade dos danos, comprometendo a segurança operacional da Voepass. Desde a suspensão, a empresa permanece sem operar, mas busca reverter a situação e retomar suas atividades.

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