A Ânima, que possui instituições como IBMR e Anhembi Morumbi, vê as novas regras do Ministério da Educação como uma chance de crescimento, segundo a CEO Paula Harraca. O grupo está menos exposto ao ensino a distância do que concorrentes como Ser e Yduqs, e por isso, precisará fazer apenas pequenas adaptações. Com as novas regras, a Ânima planeja aumentar a oferta de cursos semipresenciais, que agora são regulamentados. O novo decreto exige que pelo menos 20% da carga horária dos cursos de graduação seja presencial e que algumas áreas, como Medicina e Direito, sejam exclusivamente presenciais. A Ânima já estava se preparando para essas mudanças e 80% de sua grade curricular será adaptada no próximo semestre. A CEO acredita que as novas regras melhoram a qualidade da educação, tornando a experiência mais interativa. A empresa também está aumentando a presença de alunos no formato presencial, com 70% dos calouros já nesse modelo. Um relatório mostrou que a Ânima tem a menor dependência do ensino a distância entre os grupos analisados, com apenas 34,3% dos alunos nessa modalidade. A empresa, que vale R$ 1,6 bilhão na Bolsa, teve um aumento de 31% nas ações no último mês e 156% no ano, embora ainda esteja abaixo do pico de 2021.
A Ânima, que controla instituições como IBMR e Anhembi Morumbi, considera as novas regras do Ministério da Educação (MEC) uma oportunidade de crescimento. A CEO Paula Harraca afirmou que a empresa, menos exposta ao ensino a distância (EaD) do que concorrentes, fará apenas “ajustes finos” para se adaptar às mudanças.
O novo marco regulatório, assinado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, proíbe cursos de graduação 100% à distância, exigindo que pelo menos 20% da carga horária seja presencial. Cursos de Medicina, Direito, Odontologia, Enfermagem e Psicologia devem ser oferecidos exclusivamente no formato presencial. As instituições têm até dois anos para se adequar.
Harraca destacou que a Ânima já vinha se preparando para essas mudanças. “No próximo semestre, 80% da nossa base terá o currículo adaptado ao novo marco”, afirmou. A empresa planeja expandir a oferta de cursos semipresenciais, que foram regulamentados recentemente e são vistos como uma “avenida de crescimento”.
Adaptação e Crescimento
A Ânima tem menor exposição ao EaD, com apenas 34,3% da base de alunos em cursos a distância, representando 7,9% das receitas líquidas. Em contraste, a Vitru Educação, que opera majoritariamente no EaD, enfrenta um impacto maior com as novas regras. O Itaú BBA avaliou que a Ânima seria a menos afetada, com um ajuste de 6% no Ebitda.
A CEO ressaltou que a nova regulamentação representa um retorno às origens da Ânima, que sempre priorizou a qualidade da educação. “Estamos olhando marca a marca, território a território, para explorar essa oportunidade”, concluiu. A empresa, que vale R$ 1,6 bilhão na Bolsa, teve uma alta de 156% no ano, embora suas ações ainda estejam 70% abaixo do pico de 2021.
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