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Área de cultivo de trigo no Brasil deve encolher 11,7% em 2025, aponta Conab

Área de plantio de trigo no Brasil deve cair 11,7% em 2025, enquanto produção cresce 4,6%, mantendo o país longe da autossuficiência.

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A área de plantio de trigo no Brasil deve cair 11,7% em 2025, mesmo com um aumento na produção de 4,6%. No Paraná, a área de cultivo deve diminuir 22%, enquanto no Rio Grande do Sul a redução será superior a 20%, com os agricultores optando por plantar canola e cevada em vez de trigo. Apesar de boas condições climáticas e preços favoráveis, os produtores enfrentam dificuldades financeiras, como juros altos e custos elevados de insumos, o que desestimula o cultivo. A demanda por trigo no Paraná é maior do que a produção esperada, e no Rio Grande do Sul, muitos agricultores estão abandonando o trigo devido a safras ruins nos últimos anos e à falta de opções rentáveis. Em São Paulo, a colheita deve ser semelhante à do ano passado, mas a capacidade de armazenamento é limitada e cara, o que também afeta a produção.

O Brasil deve enfrentar uma redução de 11,7% na área de plantio de trigo em 2025, totalizando 2,69 milhões de hectares. Apesar disso, a produção deve crescer 4,6%, alcançando 8,25 milhões de toneladas, impulsionada por uma melhora na produtividade média, que deve aumentar 18,6% para 3.058 quilos por hectare.

No Paraná, a área de cultivo deve cair 22%, enquanto no Rio Grande do Sul a redução será superior a 20%. O coordenador da Divisão de Conjuntura do Departamento de Economia Rural (Deral), Carlos Hugo Godinho, destaca que, apesar das condições climáticas favoráveis, a diminuição da área plantada é influenciada por fatores econômicos. O preço do trigo, que em abril estava 29% acima do mesmo período do ano anterior, não foi suficiente para incentivar o aumento do cultivo.

Incertezas econômicas e juros elevados dificultam o acesso ao crédito e tornam o seguro rural menos atrativo. Além disso, a competição com culturas mais rentáveis, como soja e milho, limita o avanço do trigo. A previsão é de que a colheita no Paraná atinja 2,8 milhões de toneladas, ainda abaixo da demanda do setor moageiro, que é de cerca de 3,96 milhões de toneladas.

No Rio Grande do Sul, a área plantada deve ser substituída em parte por canola e cevada, conforme informado por Hamilton Jardim, diretor da Comissão do Trigo da Federação da Agricultura do Estado do Rio Grande do Sul (Farsul). Ele ressalta que os produtores enfrentam dificuldades financeiras devido a altos custos de insumos e incertezas na renegociação de dívidas.

Em São Paulo, a expectativa é de uma colheita de 366 mil toneladas, um leve aumento em relação ao ano anterior. O presidente do Sindicato da Indústria do Trigo no Estado de São Paulo (Sindustrigo), Maximiliano Piermartiri, aponta que a capacidade de armazenagem é um desafio, além da competitividade com os Estados do Sul, que oferecem mais incentivos fiscais.

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