A Bloxs, uma startup de tecnologia financeira, lançou a plataforma Bloxs Workspace, que conecta investidores institucionais a ofertas primárias de produtos financeiros, usando blockchain para reduzir custos. A plataforma já tem 260 usuários e um volume de emissões de R$ 1,6 bilhão, com planos de triplicar esse volume até 2025 e dobrar o número de usuários ativos. Os usuários podem se cadastrar como emissores ou investidores e personalizar suas ofertas, que ficam disponíveis em um marketplace. O CEO Felipe Souto destaca que a tecnologia ajuda a facilitar o acesso a operações menores, que muitas vezes não são viáveis para grandes bancos. Ele também menciona que mudanças nas regras da Comissão de Valores Mobiliários ajudaram a impulsionar a plataforma. A Bloxs não pretende competir com a B3, mas sim facilitar a conexão entre os participantes do mercado. A plataforma é compatível com contratos inteligentes do Ethereum e pode se integrar a moedas digitais no futuro.
A Bloxs, startup de tecnologia voltada ao mercado financeiro, lançou a plataforma Bloxs Workspace, que conecta investidores institucionais a ofertas primárias de produtos financeiros. A plataforma, que utiliza blockchain para registrar todas as transações, já conta com 260 usuários e um volume de emissões de R$ 1,6 bilhão.
O objetivo da Bloxs é triplicar esse volume até 2025 e dobrar a base de usuários ativos. A plataforma aceita cadastros de dois tipos: sell side, para emissores, e buy side, apenas para investidores institucionais. Após o cadastro, os usuários podem personalizar suas plataformas para listar ofertas, que ficam disponíveis em um marketplace.
Felipe Souto, fundador e CEO da Bloxs, destaca que a tecnologia visa facilitar o acesso a ofertas menores, que muitas vezes não são viáveis para grandes bancos. “É difícil para um banco deixar de fazer uma operação de R$ 1 bilhão para fazer uma de R$ 20 milhões”, explica. O tíquete médio na plataforma varia de R$ 30 milhões a R$ 100 milhões.
Avanços Regulatórios
Souto também menciona que as mudanças regulatórias da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) nos últimos anos foram fundamentais para o avanço da solução. Ele cita resoluções sobre crowdfunding, securitização e a utilização de blockchain como fatores que possibilitaram a criação da plataforma.
A Bloxs não pretende competir com a B3, a bolsa de valores brasileira, mas sim facilitar o processo de conexão entre os agentes do mercado. A tecnologia utilizada é compatível com contratos inteligentes do Ethereum e pode, futuramente, interoperar com stablecoins ou moedas digitais de bancos centrais, como o Drex.
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