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China enfrenta pressão deflacionária mesmo com melhora nas previsões de crescimento

Pressão deflacionária na China se intensifica, com previsão de inflação de apenas 0,3% em 2025 e crescimento das exportações limitado a 1,1%.

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A China está enfrentando uma pressão deflacionária, com a inflação ao consumidor em queda e uma crise imobiliária que afeta a demanda. Economistas preveem que os preços ao consumidor subirão apenas 0,3% em 2025, a menor taxa desde 2023. As exportações devem crescer 1,1%, uma melhora em relação à previsão anterior de queda. Apesar de uma trégua na guerra comercial com os EUA, a deflação continua a ser um grande desafio. O crescimento do PIB deve ser de 4,5% este ano, acima da expectativa anterior. No entanto, a redução temporária das tarifas não deve trazer alívio significativo, pois a economia ainda enfrenta guerras de preços e uma crise no setor imobiliário. O Banco do Povo da China pode reduzir a taxa de juros em apenas 10 pontos-base, o que indica que menos apoio pode ser dado à economia interna. A expectativa é que os preços ao produtor caiam 2% este ano, e a fraqueza nos preços pode afetar os lucros das empresas e o consumo.

Economistas projetam aumento modesto da inflação na China

A China enfrenta pressão deflacionária persistente, com a inflação ao consumidor negativa nos últimos meses e uma crise imobiliária que afeta a demanda. Economistas agora preveem um aumento de apenas 0,3% nos preços ao consumidor em 2025, a menor taxa desde 2023. As exportações devem crescer 1,1%, e o Banco do Povo da China pode reduzir a taxa de juros em apenas 10 pontos-base.

Apesar de uma avaliação otimista sobre a economia após a trégua na guerra comercial com os Estados Unidos, as forças deflacionárias continuam a ser um desafio. A inflação ao consumidor foi negativa nos últimos três meses, e a média projetada pelo Fundo Monetário Internacional (FMI) para este ano é de zero, a mais baixa entre quase 200 países monitorados pelo fundo.

Desafios econômicos persistem

A deflação corroi os lucros das empresas e a renda dos trabalhadores, criando um ciclo vicioso que pode resultar em preços ainda mais baixos. A fabricante de automóveis BYD, por exemplo, cortou em até 34% os preços de vários modelos elétricos e híbridos, intensificando a concorrência no setor.

Embora a pausa nas tarifas tenha impulsionado o comércio entre a China e os EUA, as autoridades chinesas podem oferecer menos suporte à economia interna do que o esperado. O Banco do Povo da China deve reduzir a taxa básica de juros e a proporção de reserva de capital obrigatória em 50 pontos-base nos últimos meses do ano.

Expectativas de crescimento ajustadas

As previsões de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) para este ano foram ajustadas para 4,5%, superando a estimativa anterior de 4,2%. Dados recentes sobre produção industrial e exportações indicam resiliência econômica, mas a fraqueza dos preços continua a ser um problema central. A expectativa é que os preços ao produtor caiam 2% este ano, pior do que a estimativa anterior de 1,8%.

A situação econômica da China se agrava, com a possibilidade de uma sequência de quedas de preços que não se via desde os anos 1960. A fraqueza nos preços impacta diretamente os lucros das empresas, o emprego e o consumo, exigindo atenção política para reverter essa tendência.

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