A geração Z, que inclui jovens de 15 a 29 anos, enfrenta dificuldades para ocupar cargos de liderança nas empresas. Apenas 10% das empresas têm líderes dessa geração, e 90% acreditam que eles são viciados em internet, o que pode levar à perda de oportunidades de negócios. Embora alguns jovens ainda não tenham experiência suficiente, muitos já estão prontos para liderar, mas enfrentam preconceitos e um mercado de trabalho que não os atrai. A pesquisa mostra que apenas 23% das empresas têm equipes de diferentes idades, e muitos jovens questionam se vale a pena ficar anos em uma empresa para alcançar uma posição de liderança. Eles buscam outras formas de trabalho e remuneração, muitas vezes empreendendo. As empresas, por sua vez, perdem a chance de diversificar suas equipes e se conectar melhor com esse público. A falta de estratégias específicas para a geração Z e a crença de que eles têm pouco impacto nas vendas podem prejudicar os negócios. Ter jovens em cargos de liderança poderia melhorar a comunicação com esse público, que valoriza a qualidade e a reputação das marcas.
Apenas 10% das empresas no Brasil têm líderes da geração Z, segundo pesquisa do InstitutoZ, em parceria com a MMA Latam. Essa geração, que abrange jovens de 15 a 29 anos, enfrenta desafios significativos para ocupar cargos de liderança. Embora parte ainda não tenha experiência, muitos já estão prontos para assumir essas posições, mas esbarram em preconceitos e falta de oportunidades.
A pesquisa revela que só 23% das empresas possuem equipes de diferentes idades, e apenas 10% têm diversidade nas tomadas de decisão. Luiz Menezes, fundador da Trope, destaca que o preconceito e o desinteresse dos jovens em ocupar cargos tradicionais são fatores que contribuem para essa situação. Isso resulta em talentos desperdiçados e na perda de oportunidades de diversificação nas decisões empresariais.
A geração Z, que representa 51 milhões de brasileiros, está inserida em um contexto de crises, como a da Covid-19, que impactou sua visão sobre estabilidade e carreira. Muitos jovens questionam a viabilidade de permanecer anos em uma empresa para alcançar um cargo de liderança, levando-os a buscar alternativas, como o empreendedorismo e trabalhos online.
Oportunidades Perdidas
As empresas ainda veem a geração Z através de estereótipos, com 90% acreditando que são viciados em internet e 75% considerando seu impacto nas vendas como limitado. Essa visão restrita resulta em perda de oportunidades de negócios. Funcionários da geração Z em posições de liderança poderiam melhorar a comunicação com esse público, aumentando a identificação e, consequentemente, as vendas.
A pesquisa aponta que uma em cada três empresas não tem estratégias específicas para a geração Z. Quase metade utiliza redes sociais para se comunicar com esse público, mas a falta de diversidade geracional nas equipes pode comprometer a eficácia dessas abordagens. A inclusão de diferentes perspectivas é essencial para enfrentar os desafios atuais, como crises climáticas e econômicas.
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