A inadimplência média nas operações de crédito aumentou para 3,5% entre março e abril, segundo o Banco Central. Para as empresas, a taxa subiu de 2,2% para 2,5%, enquanto para as famílias, passou de 3,9% para 4,1%. No crédito com recursos livres, a inadimplência foi de 4,5% para 4,8%, e nos recursos direcionados, de 1,5% para 1,7%. A taxa média de juros anual também cresceu, chegando a 31,7%, o maior valor já registrado para pessoas jurídicas. Para as pessoas físicas, a taxa subiu para 35,8%. Nos recursos livres, a taxa foi de 43,6% para 45,3%, o maior nível desde 2017. O spread, que é a diferença entre o que os bancos cobram e o custo de captação, aumentou de 19,2 para 20,2 pontos percentuais. O chefe do departamento de estatísticas do BC, Fernando Rocha, comentou que ainda é cedo para afirmar se estamos no início de um ciclo de alta da inadimplência.
A inadimplência média nas operações de crédito aumentou 0,3 ponto percentual, alcançando 3,5% entre março e abril, conforme dados divulgados pelo Banco Central (BC) nesta quinta-feira. A taxa para empresas subiu de 2,2% para 2,5%, enquanto a inadimplência das famílias passou de 3,9% para 4,1%.
No crédito com recursos livres, a inadimplência também cresceu, indo de 4,5% para 4,8%. Já nos recursos direcionados, a taxa subiu de 1,5% para 1,7% no mesmo período. O chefe do departamento de estatísticas do BC, Fernando Rocha, comentou que ainda é cedo para afirmar se estamos diante de um ciclo de alta da inadimplência bancária.
Taxas de Juros em Alta
A taxa de juros média anual nas operações de crédito também registrou aumento, subindo 0,6 ponto percentual para 31,7% ao ano em abril. Em um ano, a elevação foi de 3,7 pontos percentuais. Para as pessoas jurídicas, a taxa atingiu 23,1%, o maior nível histórico desde o início da série em março de 2012. Para as pessoas físicas, a taxa subiu para 35,8% ao ano.
Nos recursos livres, a taxa média subiu de 43,6% para 45,3%, o maior nível desde agosto de 2017. Em contrapartida, os recursos direcionados apresentaram uma queda, passando de 12,9% para 12,2% entre março e abril. O spread, que mede a diferença entre as taxas cobradas pelos bancos e o custo de captação, também aumentou, passando de 19,2 pontos para 20,2 pontos percentuais.
Rocha destacou que a taxa média de juros segue uma trajetória de alta que já vem sendo observada há algum tempo.
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