Os juros do cartão de crédito rotativo caíram para 443,3% ao ano em abril, uma leve redução que traz um pouco de alívio para os consumidores. O crédito parcelado também teve uma queda, agora em 178,9% ao ano. No entanto, a taxa total do cartão de crédito subiu ligeiramente, passando de 85,7% para 85,9% ao ano. Por outro lado, o cheque especial teve um aumento significativo, alcançando 135,5% ao ano, e o crédito consignado subiu para 27,2% ao ano, marcando a quarta alta consecutiva. Em dezembro de 2023, o Conselho Monetário Nacional decidiu que, a partir de janeiro de 2024, os juros do cartão de crédito rotativo não poderão ultrapassar 100% do valor da dívida original, buscando proteger os consumidores.
Os juros do cartão de crédito rotativo desaceleraram para 443,3% ao ano em abril, conforme dados divulgados pelo Banco Central (BC). Essa redução de 0,4 ponto percentual é um alívio para os consumidores que enfrentam taxas elevadas. O cartão rotativo é utilizado por quem não consegue quitar a fatura total na data de vencimento.
Além disso, o crédito parcelado também apresentou queda, atingindo 178,9% ao ano, uma diminuição de 2,2 pontos percentuais. Apesar disso, a taxa total do cartão de crédito subiu de 85,7% para 85,9% ao ano. Essa elevação reflete a complexidade do cenário financeiro atual.
Aumento no Cheque Especial
O cheque especial, por sua vez, viu um aumento significativo, com a taxa média subindo para 135,5% ao ano, um acréscimo de 3,3 pontos percentuais em relação ao mês anterior. Essa modalidade de crédito, que é uma das mais caras do mercado, continua a pressionar os consumidores.
O crédito consignado, que oferece desconto direto na folha de pagamento, também registrou alta, alcançando 27,2% ao ano. Essa é a quarta elevação consecutiva dessa linha de crédito, que se torna cada vez mais relevante no contexto atual.
Regulação do CMN
Em dezembro de 2023, o Conselho Monetário Nacional (CMN) estabeleceu que as taxas de juros do cartão de crédito rotativo não podem ultrapassar 100% do valor original da dívida a partir de janeiro de 2024. Essa medida visa proteger os consumidores e garantir condições mais justas nas operações de crédito.
Com essas mudanças, o cenário financeiro continua a evoluir, refletindo a necessidade de atenção dos consumidores às taxas de juros e às opções de crédito disponíveis no mercado.
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