Robert Lawrence, economista e professor, critica a ideia de Donald Trump de revitalizar a manufatura nos EUA como forma de melhorar a economia. Ele afirma que o futuro do crescimento está na produtividade dos serviços e na tecnologia, não na indústria. Lawrence explica que apenas 8,5% dos trabalhadores americanos estão na manufatura e mesmo que esse número aumentasse, ainda seria uma fração pequena da economia. Ele destaca que a economia dos EUA mudou para setores como serviços e inovação, e que tentar ressuscitar a manufatura é uma visão ultrapassada. Além disso, as tarifas impostas por Trump podem prejudicar as empresas americanas, aumentando custos e incertezas. Embora a manufatura ainda seja importante em áreas como veículos elétricos e tecnologia, não é mais a principal fonte de empregos. O foco deve ser em como usar tecnologias modernas para melhorar a produtividade em setores de serviços, como saúde e educação. Lawrence também menciona que o Brasil tem potencial em setores como agricultura e mineração, mas enfrenta desafios políticos e geopolíticos que limitam sua influência no comércio global. Ele alerta que o enfraquecimento do sistema de comércio multilateral pode ser prejudicial para países exportadores de commodities, como o Brasil, e que a postura isolacionista dos EUA pode levar a um isolamento econômico.
Robert Lawrence, professor da Harvard Kennedy School, critica a estratégia de revitalização da manufatura proposta pelo ex-presidente Donald Trump. Em entrevista à revista Veja, ele afirma que essa abordagem é ultrapassada e que o futuro econômico dos Estados Unidos reside na produtividade do setor de serviços e na tecnologia.
Lawrence, que também é pesquisador sênior do Peterson Institute for International Economics, destaca que apenas 8,5% da força de trabalho americana está empregada na indústria de manufatura. Mesmo que Trump conseguisse aumentar essa participação para 10%, isso ainda representaria uma fração pequena da economia. Ele argumenta que a economia dos EUA evoluiu para setores como serviços e tecnologia, e insistir na manufatura ignora essa transformação.
O especialista ressalta que a nostalgia por um passado industrial não deve guiar as políticas atuais. Nas décadas de 1950 e 1960, muitos trabalhadores sem diploma universitário encontravam empregos bem remunerados na manufatura, mas essa realidade mudou. Lawrence também critica a imposição de tarifas, afirmando que elas podem encarecer a produção e reduzir a competitividade das empresas americanas.
Embora reconheça a importância da manufatura em setores como a descarbonização e a economia digital, ele enfatiza que não pode ser vista como a solução para a criação de empregos em grande escala. A verdadeira oportunidade de crescimento está em como os países utilizam tecnologias modernas, como a inteligência artificial, para melhorar a produtividade em serviços essenciais, como saúde e educação.
Lawrence conclui que a diversificação econômica é o caminho mais promissor. Aumentar a produtividade em toda a economia pode gerar empregos melhores e mais estáveis. Ele observa que o Brasil, com suas riquezas naturais, também deve buscar formas de fortalecer sua posição no comércio global, especialmente em um cenário de crescente protecionismo.
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