Dez artistas acusaram a Arusha Gallery, de Londres, de não pagar quase 700 mil dólares por vendas de obras. Eles afirmam que têm enfrentado dificuldades para receber o que é devido, muitas vezes esperando meses ou até anos. Um dos artistas, Charlotte Keates, diz que deve receber 430 mil libras, mas a galeria nega essa quantia. Outros artistas também relataram problemas semelhantes, com pagamentos atrasados ou não realizados. A galeria admitiu que alguns pagamentos estão em falta, mas ainda planeja abrir um novo espaço de arte no País de Gales. Apesar das dificuldades financeiras, a galeria continua a trabalhar em seus projetos, embora artistas afirmem que a situação está afetando suas relações e finanças.
Artistas acusam a Arusha Gallery de não pagar quase $700 mil em vendas de obras. Dez artistas assinaram uma declaração conjunta, alegando que a galeria enfrenta dificuldades financeiras e atrasos nos pagamentos desde 2023. A galeria reconheceu a falta de pagamentos, mas continua a planejar um novo espaço de arte no País de Gales.
Os artistas Pippa Young, Anna Rocke, Plum Cloutman, Ilona Szalay, Megan Rea, Kate Walters, Gail Harvey, Morwenna Morrison, Helen Flockhart e Charlotte Keates afirmaram que têm enfrentado “extrema dificuldade” para receber valores de obras vendidas, muitas vezes aguardando meses ou até anos. Keates, que trabalhou com a galeria por uma década, reivindica £430 mil ($580 mil) por vendas não pagas desde 2023.
O advogado de Keates, Jon Sharples, argumenta que, apesar de não haver contratos formais, os acordos orais estabelecem obrigações de pagamento. Ele destacou que a galeria não pode justificar a retenção de fundos por tanto tempo. A Arusha, por sua vez, alega que é devida uma porcentagem das vendas de uma parceria de Keates com a marca Hermés, o que é contestado por Sharples.
Outros artistas também relatam problemas. Plum Cloutman, uma das signatárias, afirmou que está esperando cerca de $3 mil de vendas de uma exposição realizada há um ano. Outros artistas, como Beth Carter e Fiona Finnegan, também relataram atrasos nos pagamentos e dificuldades em recuperar obras consignadas.
A Arusha Gallery admitiu que alguns pagamentos estão pendentes e expressou arrependimento pela situação. A galeria atribui suas dificuldades financeiras à estagnação do mercado de arte e à morte inesperada de um dos sócios. Apesar disso, continua a avançar com planos para um novo espaço de arte no País de Gales, que, segundo a galeria, não está diretamente relacionado às vendas de obras.
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