O leilão de baterias para armazenamento de energia, que é importante para o sistema elétrico do Brasil, foi adiado porque o governo quer primeiro realizar um leilão de termelétricas e hidrelétricas, mesmo que as duas tecnologias não dependam uma da outra. O adiamento é uma decisão política, já que o ministro de Minas e Energia tem aliados no setor de gás natural que temem perder espaço com a chegada das baterias. O leilão de termelétricas, que deveria acontecer em junho, foi cancelado devido a disputas judiciais entre empresas de gás e biodiesel. Isso gerou incerteza para o setor de baterias, que esperava o leilão desde o ano passado. As baterias são vistas como essenciais para equilibrar a geração de energia solar e eólica, que são intermitentes. Atualmente, a demanda esperada para o leilão de baterias é de cerca de 1 GW, bem menor que a capacidade das termelétricas. O setor de baterias está preocupado com a falta de uma nova data para o leilão, pois isso atrasa a demanda por seus produtos. Além disso, o diretor da Aneel que cuidava da regulamentação das baterias saiu, e o tema agora será tratado por um novo diretor. O governo precisa resolver a questão da potência no sistema elétrico, que está enfrentando desafios devido ao aumento das fontes renováveis.
O leilão de baterias para armazenamento de energia, anunciado pelo governo federal, foi adiado indefinidamente. A nova data só será definida após a realização do leilão de termelétricas e hidrelétricas, que ainda não tem previsão. A decisão foi confirmada por um membro do governo.
A postergada do leilão de termelétricas, que deveria ocorrer em junho, foi causada por disputas judiciais entre empresas do setor de gás natural e biodiesel. O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, enfrenta pressões políticas que influenciam o andamento dos leilões. O setor de baterias, que aguarda a realização do leilão desde o ano passado, vê a situação como um obstáculo ao seu desenvolvimento.
Os sistemas de armazenamento de energia são considerados essenciais para equilibrar a matriz elétrica brasileira, que possui uma alta concentração de fontes intermitentes, como solar e eólica. O presidente da Associação Brasileira de Soluções de Armazenamento de Energia (Absae), Markus Vlasits, destacou que não há justificativa técnica ou política para a sequência dos leilões. Ele enfatizou que o Brasil enfrenta um déficit de potência que precisa ser resolvido.
O leilão de reserva de capacidade, que visa aumentar a segurança do sistema elétrico, foi dividido em três partes: térmicas, pequenas hidrelétricas e baterias. A expectativa é que a demanda para o leilão de baterias seja de cerca de 1 gigawatt (GW), um número consideravelmente menor em comparação aos 16,7 GW de capacidade instalada no parque termelétrico do país.
A incerteza sobre a nova data do leilão de baterias gera preocupação entre os fabricantes, que permanecem sem previsão de demanda no mercado regulado. A situação é ainda mais complicada com a saída do diretor da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) responsável pela regulamentação das baterias, que não deixou um trabalho finalizado.
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