A carga tributária no Brasil aumentou para 32,32% do PIB em 2024, o que representa um crescimento significativo em relação ao ano anterior. A arrecadação federal subiu 1,5 ponto percentual, enquanto a arrecadação estadual e municipal cresceu menos. No total, o Brasil arrecadou R$ 484 bilhões a mais. A maior parte da arrecadação vem de impostos sobre consumo, que representam mais de 40% do total, e do Imposto de Renda, que arrecadou mais de 4% do PIB, principalmente de rendimentos financeiros e folha de pagamento. A Duquesa de Tax criticou o sistema tributário, afirmando que o Brasil arrecada como a Noruega, mas oferece serviços como Honduras, destacando que o sistema é regressivo, pois tributa mais o consumo do que a renda.
A carga tributária brasileira alcançou 32,32% do PIB em 2024, um aumento significativo em relação ao ano anterior. A colunista do Estadão, Maria Carolina Gontijo, conhecida como Duquesa de Tax, criticou o sistema tributário durante o programa “Não vou passar raiva sozinha”. Segundo ela, o Brasil arrecada como a Noruega, mas entrega serviços comparáveis aos de Honduras.
De acordo com dados do Tesouro Nacional, a arrecadação federal cresceu R$ 484 bilhões em um ano, com um aumento de 1,5 ponto percentual do PIB. A arrecadação estadual e municipal também subiu, mas em menor proporção, com 0,45 ponto e 0,12 ponto do PIB, respectivamente. A Duquesa questionou a origem desse aumento, destacando que a maior parte da arrecadação vem de impostos sobre o consumo, que representam mais de 40% do total.
Críticas ao Sistema
Gontijo apontou que o sistema tributário brasileiro é regressivo, pois tributa mais o consumo do que a renda. Em 2024, o Imposto de Renda retido na fonte arrecadou mais de 4% do PIB, com grande parte proveniente de aplicações financeiras e folha de pagamento. Os impostos sobre propriedades, como IPTU e IPVA, representam apenas 1,7% do PIB, o que, segundo a colunista, é insuficiente.
A Duquesa de Tax enfatizou que o Brasil precisa repensar sua estrutura tributária, que, segundo ela, não reflete a alta carga que a população suporta. O programa “Não vou passar raiva sozinha” é transmitido semanalmente, com novos episódios disponíveis nas plataformas digitais.
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