Os empréstimos estudantis nos Estados Unidos podem ter prazos de pagamento de até 30 anos, de acordo com uma proposta dos republicanos da Câmara. Atualmente, os prazos variam de 10 a 25 anos, e essa mudança pode aumentar a dívida de pessoas mais velhas, gerando preocupações sobre a “servidão por dívida”. O projeto de lei, que já foi aprovado pela Câmara, oferece apenas duas opções de pagamento, em vez das cerca de doze disponíveis atualmente. Os devedores poderão escolher entre um plano de pagamento fixo de 10 a 25 anos ou um plano baseado na renda, que pode levar até 30 anos para a quitação da dívida. Especialistas alertam que isso pode fazer com que mais americanos levem suas dívidas estudantis para a velhice, já que atualmente há cerca de 2,9 milhões de pessoas com 62 anos ou mais que ainda têm empréstimos estudantis.
Empréstimos estudantis nos EUA podem ter prazos de até 30 anos
A proposta da bancada republicana na Câmara dos Representantes dos Estados Unidos sugere que os empréstimos estudantis possam ter prazos de até 30 anos. Essa mudança faz parte de um pacote de gastos e impostos, denominado “One Big Beautiful Bill Act”. Atualmente, os prazos de pagamento variam de 10 a 25 anos, o que já gera preocupações sobre a dívida educacional que muitos americanos carregam até a meia-idade.
O especialista em educação, Mark Kantrowitz, afirmou que um prazo de 30 anos pode ser comparado a “servidão por dívida”. A proposta foi aprovada pela Câmara na semana passada e, com o controle do Congresso, os republicanos podem usar o processo de “reconciliação orçamentária” para aprovar a legislação no Senado com uma maioria simples. As disposições sobre empréstimos estudantis provavelmente não sofrerão alterações significativas antes da sanção do presidente Donald Trump.
Novas opções de pagamento
Se a proposta for aprovada, os mutuários terão apenas duas opções de pagamento. Atualmente, existem cerca de uma dúzia de planos disponíveis. As novas opções incluem um plano com pagamentos fixos de 10 a 25 anos ou um plano baseado na renda, denominado “Repayment Assistance Plan” (RAP), que culminaria em perdão da dívida após trinta anos. Os pagamentos mensais seriam calculados como uma porcentagem da renda do mutuário, variando de 1% a 10%.
James Kvaal, ex-subsecretário de Educação, destacou que simplificar o programa é positivo, mas não à custa de um prazo de pagamento mais longo. A proposta pode agravar a situação de muitos americanos, que já enfrentam dificuldades financeiras devido a dívidas estudantis. Dados do Departamento de Educação indicam que cerca de 2,9 milhões de pessoas com 62 anos ou mais possuem empréstimos estudantis federais, um aumento de 71% desde 2017.
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