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Cerrado recebe primeiro programa global de agricultura regenerativa para reverter degradação

Cerrado é o primeiro bioma a receber o Landscape Accelerator, com potencial de gerar US$ 100 bilhões até 2050 por meio da agricultura regenerativa.

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O Cerrado, um bioma brasileiro, agora é o primeiro do mundo a receber o Landscape Accelerator – Brazil (LAB), um programa que visa acelerar a agricultura regenerativa. Lançado em 2024, o LAB é uma parceria entre várias organizações, incluindo o Conselho Empresarial Mundial para o Desenvolvimento Sustentável e o Boston Consulting Group, com apoio do Ministério da Agricultura. A agricultura regenerativa busca reverter a degradação do solo e reduzir os impactos climáticos, promovendo práticas como a recuperação de pastagens e a integração de lavouras com a pecuária. O Cerrado é responsável por uma grande parte da produção agrícola do Brasil e abriga uma biodiversidade rica. Um estudo aponta que é possível aplicar essas práticas em 32,3 milhões de hectares do Cerrado, o que poderia gerar até US$ 100 bilhões para a economia até 2050, com um investimento necessário de US$ 55 bilhões. Empresas como Bayer e Nestlé estão envolvidas no LAB, promovendo programas que ajudam produtores a adotar técnicas sustentáveis, aumentando a produtividade e reduzindo emissões de carbono. A Bayer, por exemplo, já trabalha com mais de 1,9 mil produtores, enquanto a Nestlé oferece suporte técnico a mais de 10 mil produtores em suas cadeias de suprimento.

O Cerrado se tornou o primeiro bioma do mundo a receber o Landscape Accelerator – Brazil (LAB), um programa lançado em 2024. A iniciativa visa acelerar a agricultura regenerativa, que busca reverter a degradação do solo e minimizar os impactos climáticos. O LAB é uma parceria entre o Conselho Empresarial Mundial para o Desenvolvimento Sustentável (WBCSD), o Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável (Cebds), o Boston Consulting Group (BCG) e conta com apoio técnico do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa).

A agricultura regenerativa inclui técnicas como a recuperação de pastagens degradadas e a integração lavoura-pecuária-floresta. O objetivo é reduzir as emissões de carbono e aumentar a produtividade, gerando valor econômico para produtores e investidores. O Cerrado, com 198 milhões de hectares, é responsável por 25% da produção global de soja, 97% do algodão, 66% do milho e 44% do rebanho bovino do Brasil, além de abrigar 5% das espécies de fauna e flora do planeta.

Um estudo do BCG, em colaboração com o Mapa, WBCSD e Cebds, indica que é possível implementar práticas regenerativas em 32,3 milhões de hectares do Cerrado, com potencial para gerar US$ 100 bilhões à economia nacional até 2050. Para isso, são necessários US$ 55 bilhões em investimentos, com um retorno médio de 19% em cinco anos.

Participação das Empresas

Entre as empresas envolvidas no LAB, a Bayer desenvolve o PRO Carbono, que promove o manejo conservacionista em mais de 1,9 mil produtores em 220 mil hectares de cultivo. A adoção das práticas recomendadas pela Bayer resulta em um aumento médio de 11% na produtividade e 16% no sequestro de carbono.

A Nestlé também participa do LAB, adaptando seus programas sustentáveis às práticas regenerativas em cadeias de leite, café e cacau. A empresa atende mais de 10 mil produtores no Brasil e reporta que, em um grupo de 900 fazendas, houve um aumento de 8% na silagem de milho, 18% menos emissões de carbono e 15% maior rentabilidade.

Bárbara Sollero, head de agricultura regenerativa da Nestlé Brasil, destaca a importância do suporte técnico oferecido aos produtores. A empresa já destinou 1,2 bilhão de francos suíços em projetos de agricultura regenerativa entre 2021 e 2025, com a meta de implementar essas práticas em 25% das principais matérias-primas até 2025. No Brasil, já foi alcançado 41% em 2024, mas é necessário ampliar o suporte para engajar mais produtores.

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